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Poeta norte-americana Louise Gluck ganha Nobel de Literatura 2020

8 out 2020 - 11h03
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A poeta norte-americana Louise Gluck recebeu o Prêmio Nobel de Literatura de 2020 por sua "voz poética inconfundível, que com uma beleza austera torna a existência individual universal", disse a Academia Sueca nesta quinta-feira.

Livros de Louise Gluck 
TT News Agency/Henrik Montgomery/via REUTERS
Livros de Louise Gluck TT News Agency/Henrik Montgomery/via REUTERS
Foto: Reuters

O secretário permanente da Academia, Mats Malm, disse que Gluck ficou "surpresa e feliz" com a notícia, apesar de tê-la recebido de manhã cedo devido ao fuso horário dos Estados Unidos.

Professora da Universidade Yale, Gluck, de 77 anos, estreou em 1968 com "Firstborn" e é vista como uma das poetisas mais destacadas da literatura norte-americana contemporânea.

Sua poesia é caracterizada por "uma luta pela clareza", disse a Academia, com um foco na infância, na vida familiar e nos relacionamentos íntimos entre pais e irmãos.

"Em seus poemas, o ser ouve o que sobrou de seus sonhos e delírios, e ninguém consegue ser mais duro do que ela ao confrontar as ilusões do ser", detalhou a academia.

Os prêmios Nobel devem seu nome ao inventor da dinamite e empresário milionário Alfred Nobel, e são concedidos desde 1901 para reconhecer conquistas na ciência, na literatura e na paz, de acordo com seu testamento.

Os prêmios de Medicina, Física e Química foram concedidos no início desta semana, e o prêmio da Paz será anunciado na sexta-feira.

O Prêmio Nobel de Literatura foi assombrado por polêmicas nos últimos anos. Em 2019, a academia abriu uma exceção e escolheu dois vencedores, já que o prêmio de 2018 foi adiado na esteira de um escândalo de agressão sexual envolvendo o marido de uma integrante.

Mais tarde, a academia sigilosa de 234 anos anunciou mudanças que alegou melhorarem a transparência do processo seletivo.

Mas um dos laureados de Literatura do ano passado, o romancista e dramaturgo austríaco Peter Handke, foi criticado em todo o mundo por retratar a Sérvia como uma vítima durante as guerras dos Bálcãs dos anos 1990 e por comparecer ao velório de seu líder nacionalista autoritário Slobodan Milosevic.

Já o Nobel de Literatura de 2016, do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, dividiu muito as opiniões - houve quem questionasse se um músico popular deveria receber uma honraria que vem sendo dominada por romancistas e dramaturgos.

Como grande parte da vida pública mundial, os prêmios deste ano foram eclipsados pela pandemia de coronavírus, que forçou o cancelamento da suntuosa cerimônia de premiação realizada todo mês de dezembro em Estocolmo.

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