Os psicólogos concordam: as pessoas que demonstram gratidão excessiva por pequenos favores não são simplesmente gratas
Dizer 'obrigado' constantemente costuma ser considerado uma simples demonstração de cortesia. Mas a psicologia vai muito além
Certamente você conhece alguém que agradece praticamente por tudo: a quem segura a porta ao entrar, a quem lhe oferece um copo d'água ou diante do menor gesto de cortesia no dia a dia. Para muitos, esse gesto é simplesmente uma demonstração de educação e boas maneiras.
No entanto, diversas pesquisas no campo da psicologia sugerem que esse comportamento também pode estar relacionado a certos traços de personalidade, ao bem-estar emocional e à maneira como cada indivíduo se relaciona com o ambiente ao seu redor.
A gratidão é um dos conceitos que mais atenção tem recebido na psicologia positiva nas últimas décadas. Além de uma simples fórmula de cortesia, ela é entendida como uma força pessoal que permite reconhecer e valorizar o que outras pessoas fazem por nós; daí sua origem etimológica: "gratus", em latim, vem da tradução de "agradável" ou "desfrutável".
De acordo com o modelo dos Cinco Grandes, de Paul Costa e Robert McCrae, esse comportamento costuma estar relacionado a níveis elevados de gentileza e responsabilidade; o que se refere à predisposição para agir de forma bondosa, cooperativa e altruísta, sem esperar nada em troca, com os outros; enquanto a responsabilidade está ligada à confiabilidade, à disciplina e ao senso de dever.
Os benefícios de ser gentil
Um estudo publicado em 2003 por Robert Emmons e Michael McCullough constatou que as pessoas que praticavam a gratidão regularmente apresentavam melhor saúde física, mais otimismo e maior satisfação com a vida.
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