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Neil Gaiman, autor de 'Sandman' e 'Coraline', pede US$ 500 mil a mulher que o acusa de abuso sexual

Escritor britânico diz que Caroline Wallner violou cláusula de confidencialidade ao dar entrevistas

22 abr 2025 - 10h37
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O autor britânico Neil Gaiman, conhecido por obras como Sandman, Coraline e Deuses Americanos, abriu um processo contra Caroline Wallner, ceramista que o acusou de abuso sexual.

Ele cobra mais de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões), alegando que ela quebrou o acordo de confidencialidade firmado entre os dois há três anos. As informações são da revista Vulture.

Obras adaptadas para TV foram canceladas em meio à polêmica envolvendo o escritor
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Foto: @neilhimself via Instagram / Estadão

Wallner se mudou para a casa de Gaiman em Woodstock, nos Estados Unidos, onde trabalhou e morou, junto com o ex-marido. Segundo ela, os abusos teriam ocorrido entre 2018 e 2020, após o fim do casamento. Nesse período, o autor teria proposto relações sexuais em troca de moradia. Ele nega a acusação e diz que foi ela quem iniciou os encontros íntimos.

Em 2021, Gaiman e Wallner assinaram um acordo que incluía cláusulas de sigilo e não difamação. Como parte do acerto, o escritor pagou US$ 275 mil à ceramista, que ficou impedida de processá-lo ou relatar publicamente o que viveu. Agora, ele afirma que Wallner descumpriu os termos ao dar entrevistas a veículos de imprensa.

No novo pedido, o autor exige o reembolso total do valor pago, o pagamento de honorários advocatícios e uma compensação de US$ 50 mil para cada entrevista concedida. O ex-marido de Wallner, que também assinou o acordo à época, foi citado no processo.

Vincent White, advogado da ceramista, e especialista em casos de assédio, afirmou que raramente homens acusados recorrem à Justiça nesses casos, por conta da repercussão pública negativa. "Quando alguém tenta silenciar esse tipo de denúncia, muita gente acaba acreditando que ela é verdadeira", afirmou.

Wallner também acionou a Justiça, alegando que Gaiman não cumpriu a parte dele no acordo. Ela afirma que o autor guardou vídeos, fotos e mensagens que deveriam ter sido apagados. Os dois processos serão analisados por um mediador, como previsto no contrato. A equipe do autor nega todas as acusações.

Estadão
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