Vocalista do Simply Red fala sobre aposentadoria do grupo
Vinte e cinco anos depois de ter formado o Simply Red, em 1984, Mick Hucknall planeja sua aposentadoria. Esse é a última turnê do grupo que emplacou sucessos como Holding Back The Years e If You Don't Know Me By Now. E será essa coletânea de hits que a banda vai mostrar no show nesta sexta-feira, às 21h30, no Citibank Hall. "Não posso prever o futuro, mas pretendo fazer show até 2010. Depois vou explorar outros estilos musicais", planeja Mick, que vai completar 50 anos no dia 8 de junho.
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A última turnê, no entanto, está sendo exaustiva e com direito a sustos. No vôo de Buenos Aires para o Rio de Janeiro, o avião em que estava o cantor teve uma despressurização da cabine, máscaras de oxigênio caíram e a aeronave fez uma pouso de emergência em São Paulo. No hotel, Mick chegou a consultar um médico porque estava com zumbido no ouvido. Mas o músico tem segredo para se livrar de todo esse estresse. "Viajo muito e para relaxar escuto Mozart", conta, admitindo que não tem nenhuma música brasileira em seu iPod.
No Brasil, Mick Hucknall esteve em 1988. "Foi um momento mágico. Era o início da minha carreira e me lembro de uma multidão recebendo a gente", diz. Hoje, a banda já tem outra formação, com Ian Kirkham nos teclados e saxofone, Kenji Suzuki na guitarra, Dave Clayton nos teclados, Pete Lewinson na bateria, Steve Lewinson no baixo, Kevin Robinson no trompete e flauta e Sarah Brown e Dee Johnson nos backing vocals. A voz do cantor também está diferente. "Minha voz está mais grave e os músicos mais experientes. Estamos nos divertindo muito nessa turnê de despedida. Posso dizer que esses 25 anos foram ótimos", analisa.
A vida pessoal de Mick também mudou. "Sou pai agora, tenho uma filha de dois anos - Romy, fruto de sua união com Gabriella Wesberry - e tudo muda quando se é pai porque sua filha passa a ser a coisa mais importante do mundo para você", afirma.
Com a paternidade veio também a segurança. "Já fiz muito sucesso e gostei, mas hoje estou mais relaxado, mais acomodado", avalia. Entre os planos para aproveitar mais a vida longe dos palcos está a vinicultura. "Tenho uma propriedade na Sicília, Itália, onde faço meu próprio vinho, chamado Il Cantante. Também adoro pescar e sou formado em Belas Artes. Ainda tenho interesse em explorar esse lado", avisa.
Para o espetáculo de despedida, Mick Hucknall não preparou nenhuma surpresa para os brasileiros. "Não vamos ter nenhum convidado especial. Se você gosta de nossos sucessos então vai gostar do show", acredita.