Vencedor de prêmios, O Terno quer novo CD e show internacional
- Luisa Migueres
Um nome original, influências de bandas da décadas de 1960 e uma dose de bom humor foi a fórmula escolhida pela banda O Terno para alcançar o reconhecimento. Vencedores da categoria Aposta, no VMB deste ano, e Melhor Clipe do Ano no Prêmio Multishow, Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme "Peixe" (baixo) e Victor Chaves (bateria) são responsáveis por hits esquisitos e sinceros como 66, canção escolhida para embalar o primeiro clipe da banda.
"Acho que isso nos ajudou a colocar a banda em outro patamar, sabe? É mais uma coisa de atenção mesmo. Não somos uma banda melhor, só que agora todo mundo vê", explica Tim, que é filho do músico e produtor Maurício Pereira, d'Os Mulheres Negras. Com a música presente desde sempre em sua vida, na infância Tim já sabia o que queria da vida. "Eu falei 'música' antes de 'mamãe'. Aos seis anos, eu comecei a aprender e desde então eu não parei. Quando meu pai começou a se ligar que era isso que eu queria fizer, ele foi me avisando 'olha, dá pra viver, mas tem que ralar muito'", lembra.
Ralar não é problema para os garotos, que já passaram horas gravando dentro de uma piscina para protagonizar o clipe de 66 e costumam quebrar a cabeça para criar músicas originais a partir de influências como Beatles e Mutantes. O resultado é uma sonoridade com toques antigos e letras bem humoradas e muitas vezes metalinguísticas. "Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar? Se até cantar sobre, me diz meu Deus o que é que eu vou cantar, já foi cantado por alguém? Além do mais tudo que é novo hoje em dia falam mal", diz a letra de 66, por exemplo.
"Não dá pra tentar fazer sempre coisas muito irônicas, porque você pode perder o foco e pode ficar forçado", admite Tim, que diz adorar fazer os clipes e teasers da banda, assim como compor as canções. O próximo vídeo, ele revela, será o de Zé, Assassino Compulsivo, já sucesso entre os fãs e presente no recém-lançado disco de estreia, também chamado de 66.
"Esse primeiro disco foi bom pra não ouvir conselho, pra não se deixar infuenciar. Claro que podia ter sido uma coisa ruim, não pedir ajuda de ninguém e tentar por nós mesmos, mas acho que deu certo", avalia Bernardes, que pensa em chamar um produtor de fora para o próximo álbum. Além disso, a banda já mira na carreira internacional: "vamos descobrir quais são esses esquemas agora, pra tocar em festivais lá fora. A cena europeia é muito legal, tenho certeza que os festivais indies estão procurando umas esquisitices tipo a gente".
Confira a agenda d'O Terno:
10/10 - São Paulo, capital (Fnac Pinheiros)
28/10 - Florianópolis, SC (UFCSCtock)
2/11 - Rio de Janeiro, RJ (Circo Voador)
3/11 - São Paulo, capital (Cine Joia)
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @centralsonora.