Trump chama árbitro brasileiro de 'suspeito' e confirma contato com FIFA sobre expulsão de Balogun
Presidente americano disse que pediu revisão do cartão vermelho por achar que não houve falta; FIFA anulou a suspensão do atacante, gerando reação da Uefa e da Bélgica
Donald Trump confirmou nesta segunda, 6, que entrou em contato com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do cartão vermelho dado ao atacante Folarin Balogun durante a partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina pela Copa do Mundo 2026. Em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, o presidente americano foi além e atacou diretamente o árbitro da partida, o brasileiro Raphael Claus, usando o adjetivo "suspeito" ao se referir ao histórico do profissional. "Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o histórico dele... Não quero dizer isso porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito", afirmou.
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.@POTUS on Balogun's red card: "I've never seen anything like it. I saw the play... that wasn't a foul. That wasn't even an infraction. That was two guys running full speed that happened to crash into each other... So yes, I asked for a review by FIFA." pic.twitter.com/25PzmogkEt
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) July 6, 2026
Trump criticou especificamente a decisão de Claus de aplicar o cartão vermelho após revisão no VAR, sustentando que o lance entre Balogun e o zagueiro Tarik Muharemovic não constituía infração. "Aquilo não foi falta. Aquilo nem sequer foi uma infração. Eram dois atletas correndo em velocidade máxima que simplesmente colidiram um com o outro", disse. O presidente também questionou o uso da câmera lenta nas análises de vídeo: "Eles dizem que não se deve revisar esse tipo de lance em câmera lenta porque tudo fica muito diferente. Você congela um quarto de segundo e parece que houve um contato muito mais grave." Ainda assim, fez questão de negar qualquer interferência direta no processo: "Tudo o que fiz foi pedir uma revisão. Eu não disse à FIFA o que fazer."
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou ter recebido a ligação de Trump, mas reforçou a independência dos órgãos disciplinares da entidade. "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada", afirmou em comunicado. Infantino disse ter informado ao presidente americano que o caso "seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes", e a FIFA acabou suspendendo a punição a Balogun por um período probatório de um ano, tornando-o elegível para jogar contra a Bélgica nas oitavas de final.
A decisão gerou reação imediata. A Federação Belga de Futebol divulgou nota afirmando que não havia recebido "nem a decisão da FIFA, nem qualquer explicação sobre o caso" e anunciou que contestaria a elegibilidade de Balogun para a partida, citando o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA, que prevê suspensão automática para a próxima partida em casos de cartão vermelho. A Uefa e a União Europeia também se manifestaram contrariamente, com a entidade que governa o futebol europeu classificando a medida como "sem precedentes, incompreensível e injustificável".
Para Trump, no entanto, a revisão foi um desfecho justo. Ainda no domingo, 5, ele havia parabenizado publicamente a FIFA pela decisão: "Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça". O técnico da seleção americana, Mauricio Pochettino, seguiu a mesma linha ao celebrar a liberação do atacante. "Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia e Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta", disse o treinador argentino, acrescentando acreditar que "99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto". Raphael Claus não se manifestou publicamente sobre as declarações do presidente americano.
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