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Três pessoas morrem durante o Burning Man 2026 no deserto de Nevada

Festival terminou na segunda, 7, com o triplo da média histórica de mortes por edição

9 set 2026 - 13h10
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Resumo
O Burning Man 2026, realizado em Nevada com 70 mil pessoas, terminou com três mortes confirmadas, superando a média histórica de um óbito por ano. As vítimas foram Sampson Tshombe, Craig Mann e Armando Ramirez. As autoridades descartaram indícios de crime, e as causas das mortes dependem de autópsias e exames toxicológicos previstos para as próximas semanas. Com esses registros, o festival acumula ao menos 11 óbitos desde que passou a ser sediado no deserto de Black Rock, em 1990.

O Burning Man 2026 terminou na segunda, 7, com três mortes confirmadas. O festival, realizado anualmente no deserto de Black Rock, em Nevada (EUA), reuniu cerca de 70 mil pessoas entre 30 de agosto e 7 de setembro.

Festival Burning Man, em setembro de 2023
Festival Burning Man, em setembro de 2023
Foto: Kathy Baird/The Washington Post via Getty Images / Rolling Stone Brasil

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O xerife e legista do condado de Pershing, Jerry Allen, confirmou as mortes em comunicado (via NBC): "Embora a média seja de uma morte por ano no festival, tivemos duas dentro das dependências do evento neste ano e recebi informações sobre uma terceira pessoa, que morreu a caminho de um hospital em Reno".

A primeira morte foi a de Sampson Tshombe, encontrado caído em uma rua de Black Rock City na tarde de 3 de setembro. Equipes de emergência realizaram RCP no local antes de levá-lo ao hospital temporário do festival, o Rampart, onde ele foi declarado morto pouco depois das 18h30.

A segunda vítima foi Craig Mann, de 60 anos, encontrado sem vida em seu trailer por companheiros de acampamento na tarde de 5 de setembro. Ele dividia o espaço com o parceiro e outras pessoas do acampamento. Em nenhum dos dois casos, foram encontrados indícios de crime.

A terceira morte foi confirmada na segunda, 7. Armando Ramirez, de 51 anos, morador de Truckee (Califórnia), passou mal em Black Rock City na manhã de sexta, 4, recebeu atendimento de emergência no local e foi transferido para um hospital em Reno, cerca de 120 quilômetros ao sul do festival. Ele não resistiu e foi declarado morto dentro da ambulância. O Escritório do Legista do condado de Washoe confirmou o óbito e descartou sinais de crime.

As causas das três mortes ainda não foram divulgadas oficialmente. O Escritório do Legista do condado de Washoe realizará autópsias e exames toxicológicos nos três casos; os resultados são esperados em seis a oito semanas. A organização do festival lamentou as perdas em comunicados separados: "Nossos pensamentos e mais profundas condolências estão com a família, os amigos, os companheiros de acampamento e todos os afetados por essa perda".

As três mortes elevam para ao menos 11 o número de óbitos registrados no Burning Man desde que o festival deixou San Francisco e se mudou para o deserto de Nevada, em 1990. Nos últimos quatro anos, pelo menos seis mortes foram associadas ao evento: em 2025, Vadim Kruglov, de 37 anos, foi encontrado esfaqueado, caso que segue sem solução e sem prisões; em 2024, Kendra Frazer, de 39 anos, morreu de um ataque asmático no primeiro dia; e, em 2023, Leon Reece, de 32 anos, foi encontrado inconsciente, com suspeita de intoxicação por drogas como causa da morte.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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