Travis Barker explica como se tornou a arma secreta do Blink-182
Baterista aborda suas influências de jazz e de música latina, além da preparação física que seu estilo intenso de tocar exige
Com o lançamento de seu documentário — Travis Barker: Louder Than Fear, agora disponível no Disney+ e Hulu —, Travis Barker concedeu uma longa entrevista abordando vários temas e acontecimentos de sua carreira.
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Entre os diversos tópicos abordados no Popcast, podcast do jornal The New York Times, o baterista do Blink-182 explicou detalhadamente como seu modo de tocar bateria se tornou uma espécie de "arma secreta" no som da banda.
Quando Barker ingressou no Blink-182 no final dos anos 1990, a estrutura musical da banda era construída sobre bases simples criadas pelo guitarrista Tom DeLonge e pelo baixista Mark Hoppus. Barker relembrou como a dinâmica de composição no estúdio dependia diretamente de sua capacidade de dar uma nova dimensão a essas melodias.
Ele comentou (transcrição via Music Radar):
"O Tom e o Mark tocavam aquelas bases de acordes constantes ou um riff bem linear e simples, e então o Tom dizia: 'Faça aquela parada louca que você faz'. E isso significava tocar uma batida latina inusitada sobre aquilo, transformando a parte da bateria em algo com a minha assinatura."
Como exemplo prático dessa alquimia, Barker citou a faixa "Dysentery Gary", presente no álbum Enema of the State (1999). Ele destacou o pré-refrão da canção, no qual a bateria abandona a batida tradicional de punk rock para mergulhar em uma levada diferente.
https://www.youtube.com/watch?v=BQ45bHZd8Tw
A versatilidade — e as lesões — de Travis Barker
Essa versatilidade, segundo ele, não veio por acaso. É fruto de uma combinação de fatores, explica Barker:
"Foi por isso que tocar jazz, integrar uma banda marcial e ter um professor de bateria que me fazia praticar padrões latinos — trabalhando a independência da mão esquerda de forma diferente — fez toda a diferença. Isso me abençoou com maneiras distintas de abordar o punk rock ou qualquer música que eu estivesse tocando, criando meu próprio estilo característico."
O estilo de Barker também é reconhecido pela intensidade e pelo dinamismo no palco. No entanto, exigir tanto do próprio corpo deixa marcas. Questionado se todas as lesões e ferimentos ao longo das décadas valeram a pena, ele disse:
"Cicatrizes são legais. Nunca saí de um show com minhas mãos destruídas pensando: 'Queria não ter tocado do jeito que toquei'."
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