Tom Zé lança reedita o EP "Tribunal do Feicebuqui" em formato digital
O lendário músico brasileiro Tom Zé lançou na última semana a reedição do EP Tribunal do Feicebuqui, que entra nas plataformas digitais oito anos após o seu lançamento. É a primeira vez que este álbum é disponibilizado neste formato.
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O trabalho uniu o veterano Tom Zé a artistas emergentes daquela geração, como Emicida, Tim Bernardes (e sua banda O Terno), Marcelo Segreto (Filarmônica de Pasárgada), Gustavo Galo (Trupe Chá de Boldo) e Tatá Aeroplano. Trata-se também da estreia na música do então apenas jornalista Marcus Preto, que depois assinaria a direção de álbuns importantes de Gal Costa, Erasmo Carlos, Nando Reis e outros.
A motivação para que os meninos se juntassem ao mestre tropicalista foi a repercussão, nas redes sociais (principalmente no Facebook, a mais ativa naquele período), da locução que Tom Zé fez para uma propaganda da marca Coca-Cola.
Toda a "literatura" postada por internautas indignados com o comercial foi compilada, selecionada e os melhores momentos - gritos do tipo "vendido", "americanizado", "traidor", "velho bundão" - geraram Tribunal do Feicebuqui, faixa que abre e batiza o EP. A compilação dos versos foi feita por Tatá Aeroplano, Gustavo Galo e Marcelo Segreto a partir de uma ideia de Marcus Preto.
Emicida entrou no jogo com a rima que colocou o ponto final, cunhando o termo Tribunal do Feicebuqui. Era a antecipação da cultura do cancelamento, tema tão presente nos anos que viriam. Naquela ocasião, Tom Zé ficou tão atordoado com a voz das redes sociais que optou por doar todo o cachê que recebeu pela locução do comercial para a banda de música de Irará, sua cidade natal, no interior da Bahia.
Tribunal do Feicebuqui foi composto, gravado e cantado coletivamente no estúdio Vale do Silício, instalado no quinto andar do prédio em que Tom Zé vive até hoje, no bairro de Perdizes em São Paulo (SP). Todo o processo de composição e gravação aconteceu durante o mês de abril de 2013.
O material foi imediatamente disponibilizado para download gratuito, o formato mais pop daquele período, além de uma tiragem em vinil e sua capa tem a assinatura da cantora Mallu Magalhães.
Ouça: