Todos os 5 álbuns de Bruno Mars, do pior ao melhor, segundo Rolling Stone
Do soul de garagem aos estádios lotados: revisitamos a discografia do artista que transformou nostalgia em hino pop contemporâneo
Poucos artistas conseguiram transformar reverência ao passado em domínio absoluto do presente como Bruno Mars.
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Com mais de 150 milhões de discos vendidos e 16 Grammys, o artista do Havaí construiu a carreira em torno de uma ideia simples e ousada: pegar soul, funk, R&B e new jack swing dos anos 1970, 80 e 90 e devolver tudo ao público como se fosse novidade. Funcionou — e continua funcionando.
Para montar este ranking, consideramos impacto comercial e cultural, coesão sonora e a forma como cada disco se encaixa na trajetória de um artista que nunca teve medo de se repetir — desde que repetisse com perfeição.
A seguir, confira todos os cinco álbuns de Bruno Mars, do pior ao melhor:
5. The Romantic (2026)
https://www.youtube.com/watch?v=lY5V4hSLWY8
Depois de quase dez anos sem lançar um álbum solo — o maior hiato da carreira — Bruno Mars voltou em fevereiro de 2026 com The Romantic, seu trabalho mais conciso e mais latino até hoje. Com apenas nove faixas e pouco mais de 31 minutos, o disco troca o brilho maximalista de 24K Magic por uma sonoridade mais quente, construída sobre cha-cha-cha, bossa nova, new jack swing e soul vintage. Sem participações especiais, é Bruno — sozinho — em cada uma das nove faixas.
"Risk It All" abre o álbum com mariachi e referências diretas a "Talking to the Moon", criando um diálogo deliberado com a própria história. Já "I Just Might" virou o maior sucesso do projeto, com uma confiança de pista de dança difícil de resistir. Ainda assim, é um disco menos ambicioso (e mais curto) do que qualquer outro de sua discografia: competente e caloroso, mas também o trabalho menos arriscado que Bruno já lançou — ou, como a crítica da Rolling Stone descreveu, água com açúcar da música.
4. An Evening with Silk Sonic (2021)
https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&list=OLAK5uy_n9GBtFLVfAOwpQWGMpLpvmtxSENrpLazg&index=2
A parceria com Anderson .Paak, sob o nome Silk Sonic, é tecnicamente um álbum colaborativo — mas é impossível discutir a trajetória de Bruno Mars sem incluir este, que talvez seja sua experiência sonora mais pura e divertida. An Evening with Silk Sonic é uma cápsula do tempo voltada ao funk e ao soul dos anos 1970, com Bootsy Collins como narrador e uma produção tão precisa que parece ter sido gravada décadas atrás.
"Leave the Door Open" chegou ao topo das paradas, provando que há mercado de sobra para a sofisticação old-school em uma era dominada por trap e pop hiperprocessado. É um disco curto, charmoso e absolutamente seguro de si — mas, justamente por ser uma colaboração, divide o protagonismo de Bruno de um jeito que os álbuns solo não dividem.
3. Unorthodox Jukebox (2012)
https://www.youtube.com/watch?v=nPvuNsRccVw&pp=ygUIdHJlYXN1cmU%3D
É no segundo álbum que Bruno Mars decide, de uma vez por todas, não se prender a um único gênero. Unorthodox Jukebox reúne produtores como Mark Ronson, Jeff Bhasker, Emile Haynie e Diplo para criar um disco genuinamente imprevisível, que vai do reggae ao funk, do new wave ao R&B, sem perder a costura.
"Locked Out of Heaven", o single principal, carrega influências evidentes de The Police, com guitarras que remetem diretamente ao new wave dos anos 1980 — e virou um dos maiores hits de sua carreira. "When I Was Your Man" mostrou a faceta mais vulnerável e confessional de Bruno, enquanto "Treasure" levou o funk/disco de volta ao topo das paradas. O álbum chegou ao primeiro lugar em vários países e trouxe a confirmação de que Bruno deixara de ser promessa para se tornar superstar global, mesmo que o disco ainda soe, em alguns momentos, mais como um mosaico de ideias do que como uma visão totalmente unificada.
2. 24K Magic (2016)
https://www.youtube.com/watch?v=UqyT8IEBkvY&pp=ygUJMjRLIE1hZ2lj
24K Magic é funk, R&B contemporâneo e new jack swing dos anos 1990 em estado puro — uma celebração de luxo, dança e autoconfiança, sem um pingo de ironia. A faixa-título virou disco de diamante; "That's What I Like" chegou ao topo das paradas americanas (e também recebeu certificação diamante); e "Finesse" consolidou o álbum como uma máquina ininterrupta de hits.
O disco rendeu a Bruno sete prêmios Grammy, incluindo Álbum do Ano, e cimentou uma estética visual e sonora retrô-futurista que ele seguiria refinando em projetos posteriores, como o próprio Silk Sonic. É um álbum quase perfeito no que se propõe — só fica atrás de uma obra que equilibrou essa mesma ambição com ainda mais coração.
1. Doo-Wops & Hooligans (2010)
https://www.youtube.com/watch?v=LjhCEhWiKXk&pp=ygUUanVzdCB0aGUgd2F5IHlvdSBhcmU%3D
No topo da lista está o álbum de estreia que já trazia, de forma surpreendente, tudo o que faria de Bruno Mars uma lenda em construção. Doo-Wops & Hooligans mistura reggae, soul, pop e R&B em uma coleção que soa eclética, mas nunca dispersa — cada faixa parece escrita para durar décadas.
"Just the Way You Are" virou um dos maiores hinos românticos do século; "Grenade" revelou o lado dramático e teatral que se tornaria assinatura do cantor; e "The Lazy Song" garantiu certificação diamante — apesar, ou talvez por causa, de sua leveza despretensiosa. "Talking to the Moon", lançada como single, se tornaria, anos depois, uma das faixas mais amadas e revisitadas de toda a discografia, inclusive citada pelo próprio Bruno em The Romantic, uma década e meia depois. É o disco mais simples em termos de produção, mas também o mais honesto: o momento em que um artista ainda desconhecido para boa parte do público provou, faixa após faixa, que tinha o talento de um clássico instantâneo.
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