Timbaland processa ex-gestores por US$ 15 milhões e rebate alegação de que desperdiçou fortuna
"Exigir que alguém responda pelas responsabilidades para as quais foi contratado e pago não é transferir a culpa", diz advogada do superprodutor
O produtor musical Timbaland abriu um processo de US$ 15 milhões contra seus ex-gestores, Gary Marella e Bruce Seckendorf, acusando-os de desvio de fundos, cobrança de comissões indevidas, fraudes em registros e negligência na administração de seu patrimônio desde 2016. Em resposta, Marella nega as irregularidades e alega que a crise financeira do artista decorre exclusivamente de seus próprios gastos excessivos, o que a defesa do músico contesta com veemência.
Timbaland, o produtor vencedor do Grammy conhecido por sucessos como "Sexy Back", de Justin Timberlake, e "Get Ur Freak On", de Missy Elliott, está processando seus ex-gestores por US$ 15 milhões e rebate as alegações de um deles, Gary Marella, de que o produtor de sucessos estaria tentando "transferir a responsabilidade pelos seus próprios gastos excessivos".
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"O Sr. Marella é quem está tentando transferir a responsabilidade aqui", diz Tynia Coats, advogada do produtor, em uma nova declaração enviada ao Rolling Stone na segunda-feira. "Timbaland o contratou para cuidar de seus negócios e proteger seus interesses. Exigir que alguém responda pelas responsabilidades para as quais foi contratado e pago não é transferir a culpa".
Timbaland, cujo nome legal é Timothy Mosley, entrou com o processo na sexta-feira na Corte Superior do Condado de Los Angeles. A ação alega que Marella, junto com o gerente de negócios de Mosley, Bruce Seckendorf, assumiu suas finanças em 2016, depois que o músico descobriu suposta conduta irregular de uma equipe de gestão anterior. Em vez de zelar por seus interesses, afirma o processo, os novos gestores usaram "a autoridade que lhes foi confiada para enriquecer a si mesmos e a outros, ocultar irregularidades financeiras e dilapidar os valiosos ativos de Timbaland".
De acordo com a nova ação judicial, obtida pelo Rolling Stone, Marella recebeu pelo menos US$ 2,5 milhões em comissões "excessivas ou não autorizadas" e sobrecarregou Mosley com taxas, reembolsos e "cartões American Express não revelados" que Marella teria usado para compras de supermercado, procedimentos médicos estéticos, férias em família e outras despesas pessoais.
Mosley alega que, quando recebeu dois pagamentos de US$ 5 milhões em 2021 da plataforma Verzuz que ele criou com Swizz Beatz, Marella tinha direito a US$ 1 milhão em comissões, mas recebeu dois pagamentos de US$ 750 mil. Ele afirma que Marella e sua empresa também "receberam US$ 775 mil além da comissão autorizada de 10 por cento" na venda de seu catálogo para a Hipgnosis em 2019, e que Marella "geriu de forma gravemente negligente" o empreendimento Beatclub, tratando-o como "um cofrinho para reparar os problemas que ele mesmo criou".
Mosley acusou Seckendorf de facilitar os pagamentos não autorizados, deixar de revelar irregularidades, não pagar seus impostos e sua hipoteca, e ficar com parte do produto da venda sem prestação de contas transparente. Ele diz que o "esquema começou a desmoronar em março de 2025", quando um aviso de execução hipotecária chegou à sua casa.
Em uma declaração enviada ao The Hollywood Reporter, Marella disse que Mosley era o culpado por seus problemas financeiros.
"Infelizmente, Tim está tentando transferir a responsabilidade pelos seus próprios gastos excessivos e decisões financeiras para outra pessoa (de novo), como fez antes de passarmos a geri-lo", disse Marella à publicação, que primeiro noticiou a nova ação judicial. Ele alegou que Mosley "já havia gastado todo o seu dinheiro e estava morando de aluguel", e que, ao longo de nove anos, geraram cerca de US$ 75 milhões em negócios juntos. "Apesar disso, Tim continuou gastando além de seus meios, sendo obrigado, no fim, a vender sua casa no ano passado por causa de suas próprias ações e a se mudar para um imóvel alugado em Coral Gables. Essas foram as consequências das decisões financeiras dele mesmo, e não de mais ninguém".
Na segunda-feira, Mosley e sua advogada disseram que a questão não é "um problema com os gastos do artista". Eles disseram que dariam "boas-vindas a uma prestação de contas completa" mostrando como Mosley teria gastado os US$ 75 milhões.
Em sua resposta, Mosley e Coats alegaram que, além do dinheiro desaparecido, têm evidências de que registros financeiros foram falsificados para mostrar que um consultor terceirizado recebeu US$ 16 mil, quando na verdade recebeu US$ 165 mil. Eles afirmaram ainda que e-mails foram alterados para dar a entender que Mosley aprovou o pagamento de US$ 250 mil a um advogado, em vez de US$ 100 mil.
Seckendorf não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário, mas Marella enviou uma declaração por e-mail ao Rolling Stone afirmando que Mosley "já estava em uma situação financeira ruim" quando começaram a trabalhar juntos.
"A alegação de que me paguei sem o conhecimento dele é impossível. O gerente de negócios dele cuidava das suas finanças e pagava as comissões de gestão junto com todos os outros pagamentos em nome de Tim, e Tim tinha ciência disso", disse. Sobre o Beatclub, ele afirmou: "Tim e eu vimos do mercado da música, não da área de tecnologia". Ele culpou os problemas do Beatclub em um funcionário que teria "falhado em construir a plataforma adequadamente". Marella também alegou que ele e Mosley fizeram um empréstimo conjunto de US$ 1 milhão e usaram US$ 980 mil para cobrir obrigações pendentes da empresa.
A nova ação judicial de 75 páginas de Mosley inclui alegações de violação de dever fiduciário, ocultação fraudulenta, quebra de contrato e furto civil. Ela sustenta que Mosley sofreu danos estimados em mais de US$ 15 milhões e pede julgamento por júri.
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