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Irmã de narradora da Globo leva Carnaval à Justiça

Caso envolve uso de imagem no Carnaval 2024 e pedido de R$ 20 mil por danos morais

24 fev 2026 - 13h30
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Irmã de narradora da Globo leva Carnaval à Justiça
Irmã de narradora da Globo leva Carnaval à Justiça
Foto: The Music Journal

O Carnaval 2026 terminou recentemente, mas um episódio ligado à festa de dois anos antes acabou migrando da avenida para os tribunais. A irmã da narradora da TV Globo, Renata Silveira, tornou-se autora de uma ação indenizatória que segue em análise na Justiça e envolve diretamente a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, conhecida como Liesa, além de patrocinadores do Carnaval do Rio.

De acordo com informações obtidas pela coluna de Daniel Nascimento, a autora do processo é Flávia Silveira Gomes. Flávia desfila há anos na Marquês de Sapucaí por paixão ao samba, sem manter contrato profissional com agremiações ou com a organização do evento. O impasse começou quando, ao chegar para participar dos desfiles do Carnaval 2024, ela se deparou com uma fotografia sua estampada em tamanho ampliado, aproximadamente três vezes maior que o tamanho real, posicionada em uma das saídas do Setor 5.

Segundo consta nos autos, a imagem teria sido capturada em um desfile anterior e posteriormente incorporada ao material oficial do Carnaval 2024. A arte exposta continha marcas de patrocinadores, parceiros, incentivadores e realizadores do evento, todos incluídos no polo passivo da ação. A utilização da foto, conforme sustenta a autora, ocorreu sem consentimento formal, sem aviso prévio, contrato ou proposta de remuneração.

Carnaval: irmã de narradora afirma que situação configurou violação de direitos de imagem e de personalidade

Embora tenha sido surpreendida no momento em que viu a própria imagem exposta em espaço de grande circulação, Flávia Silveira Gomes afirma que a situação configurou violação de direitos de imagem e de personalidade. A argumentação apresentada na ação indenizatória destaca que houve uso com finalidade promocional, ligado à publicidade e exposição de marca, beneficiando financeiramente os organizadores e patrocinadores.

A peça judicial sustenta que a divulgação ocorreu para um público expressivo, em área estratégica da Sapucaí, potencializando o alcance da campanha visual. Para a autora, a ausência de autorização caracteriza exploração indevida de sua imagem, sobretudo por envolver contexto comercial e institucional do evento.

O pedido formulado na Justiça é de indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, quantia que, segundo a argumentação apresentada, considera a extensão do alegado dano e o caráter pedagógico de eventual condenação. O pagamento, caso determinado, deverá ocorrer de forma solidária entre os réus citados no processo.

O caso chama atenção por envolver o universo do Carnaval do Rio, tradicional vitrine cultural e midiática, e por ter como pano de fundo o vínculo familiar com Renata Silveira, reconhecida por ter sido a primeira mulher a narrar um jogo de Copa do Mundo na TV aberta brasileira. Enquanto o processo segue seu trâmite regular, o episódio reforça a discussão sobre direitos de imagem em grandes eventos públicos e seus desdobramentos jurídicos.

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