"Somos uma máquina do tempo", diz baixista do Creedence
"Somos como uma máquina do tempo". É dessa maneira que Stu Cook, baixista da banda Creedence Clearwater Revisited, define o papel da banda, criada em 1995 para celebrar os sucessos de Creedence Clearwater Revival. Com apenas dois membros da formação original - Stu e o baterista Doug Clifford -, o grupo sai em turnê pelo mundo (e passará em março pelo Brasil) entoando singles famosos de 1960 e 1970. Mas não cogita criar novas músicas. "Eles querem ouvir canções antigas. A maioria dos fãs já tem sua música contemporânea, e eles querem ouvir rock clássico quando vão aos nossos shows. Eu sou um rockeiro dos anos 70", afirmou Stu em entrevista ao Terra.
O motivo da reunião foi reavivar a animação dos primeiros anos do grupo, e trazer para o público a alegria do começo de carreira. E já fazia muito tempo que algum membro não tocava as canções - mais de 20 anos.
Simpático, o músico contou que, em um primeiro momento, a intenção era tocar para grupos pequenos, mas logo o projeto precisou ser mudado. "Não sabíamos se estariam entusiasmados com a idéia, mas nos últimos anos praticamente só tocamos para multidões", comemorou, elogiando também os novos membros, que teriam acrescentado melhorias aos singles. "Cada um trouxe um pouco de sua personalidade".
O grupo frequentemente coloca o Brasil na lista de turnês e agora volta ao País para outras apresentações em março. "Tiramos férias e estamos ansiosos para voltar com o rock´n´roll para os palcos. O público brasileiro é fantástico, os shows se tornam festas (risos)", disse.
Cenário atual e dois ingredientes ausentes
As décadas passadas em cima dos palcos não parecem ter cansado os membros da banda. Segundo Stu, turnês - o sonho de qualquer grupo musical - são entediantes, exceto as passagens de show e as cerca de três horas de apresentação. Para ele, o tempo deu uma maior sensação de segurança e afastou a ansiedade do início. "Dá para se divertir mais hoje em dia", disse o baixista.
Sobre os músicos da atualidade, Stu é direto e afirma não ouvir muito - a banda mais "recente" que passou pela aprovação do baixista é Foo Fighters, que tem mais de 10 anos de existência. "A música se tornou fragmentada. Faltam dois ingredientes para os músicos da atualidade: boas canções e talento para executá-las. Hoje em dia os singles são fáceis de esquecer", analisou.
Confira as datas dos shows do Creedence Clearwater Revisited no Brasil:
14/03 - Curitiba
Local: Teatro Positivo
15/03 - Porto Alegre
Local: Pepsi on Stage
17/03 - Foz do Iguaçu
Local: Ono Teatro
18/03 - Rio De Janeiro
Local: Citibank Hall
24/03 - Florianópolis
Local: Passarela Nego Querido
25/03 - São Paulo
Local: Credicard Hall