Salvador recebe a 8ª edição do Festival Sangue Novo com Céu, Rachel Reis, Zaynara e mais
Nos dias 17 e 18 de outubro, 13 artistas de sete estados brasileiros dividem dois palcos no Comércio, em Salvador; a programação reúne três indicados ao Grammy Latino 2026 e nomes que se apresentaram no Rock in Rio 2026
O Trapiche Barnabé, em Salvador, sedia nos dias 17 e 18 de outubro a 8ª edição do Festival Sangue Novo, que celebra a diversidade ao reunir 13 atrações de múltiplos ritmos musicais em dois palcos. Com foco em artistas independentes, pretos, mulheres e LGBTQ+, o evento traz nomes de destaque como Céu, Rachel Reis, Zaynara, Juliana Linhares e Zé Ibarra, mesclando MPB, pop, tecnobrega e outros gêneros. Os ingressos para os shows já estão disponíveis pela plataforma Sympla.
O Trapiche Barnabé, espaço revitalizado no Centro Antigo de Salvador, recebe, nos dias 17 e 18 de outubro, a oitava edição do Festival Sangue Novo. Desde 2019, o evento reúne novos nomes da música brasileira e aposta em uma curadoria diversa: 80% da programação é composta por artistas LGBTQ+, mulheres e pessoas pretas e pardas. Com ingressos à venda pelo Sympla, a edição deste ano reúne 13 atrações nos palcos TIM e Maré, com estilos que vão do funk ao reggae, passando por axé, MPB, tecnobrega, jazz, pop, forró e beat melody. O projeto tem patrocínio da TIM e do Estado da Bahia, por meio do Fazcultura, realização da Maré Produções Culturais e curadoria da produtora cultural Fernanda Bezerra.
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No sábado, 17, Guigga Maraká abre a programação do Palco TIM. Natural de Maracás, o cantor e compositor é ex-vocalista do Bloco Afro Filhos do Quilombo e vencedor do Prêmio Caymmi de Música. Seu trabalho combina MPB e ritmos do sertão baiano. Na sequência, a potiguar Juliana Linhares apresenta o repertório de Até Cansar o Cansaço (2026), disco indicado ao Grammy Latino 2026.
A noite segue com Zaynara, cantora de Cametá, no Pará, pioneira do beat melody. A artista popularizou o gênero em todo o país e já soma mais de 750 mil ouvintes mensais no Spotify. Céu encerra o primeiro dia no Palco TIM. Vencedora de três Grammys Latinos — dois por Tropix (2016) e um por APKÁ! (2019) — e dona de clássicos como "Malemolência", "Lenda" e "Cangote", a cantora concretiza um encontro com o festival que estava previsto para 2023, mas não aconteceu.
No domingo, 18, Bia Soull abre a programação do Palco TIM. A revelação paranaense estreia no festival com o repertório de Pornografia Auditiva (2026), álbum lançado pela Warner Music que combina erotismo, humor e crítica ao abordar a sexualidade sob uma perspectiva feminina. Em seguida, o piauiense Getúlio Abelha apresenta Autópsia+, espetáculo que funde forró, brega, punk e rock, com forte crítica social e elementos teatrais.
O carioca Zé Ibarra leva ao palco Afim (2026), álbum também indicado ao Grammy Latino 2026. Entre MPB, jazz e pop, o repertório reúne experimentações que o consolidaram como um dos nomes mais sofisticados da nova cena. Rachel Reis encerra a programação do Palco TIM no domingo. A cantora de Feira de Santana retorna ao festival após quatro anos com a Divina Tour, baseada em Divina Casca (2025), indicado ao Grammy Latino 2026 na categoria de Melhor Álbum de MPB. O repertório inclui "Motinha" e "Brasa", sucesso gravado originalmente em parceria com Céu.
O Palco Maré terá programação própria nos dois dias. No sábado, Brega a Dois e Totô de Babalong comandam a noite; no domingo, os sets ficam por conta de DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto e DJ Rick Nogueira. O público poderá circular livremente entre os dois espaços, em uma proposta que privilegia a descoberta de artistas e estilos, para além da sequência de shows.
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