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RS: casa é interditada e show de Nando Reis é transferido

24 mar 2013 - 17h51
(atualizado às 23h55)
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Devido à interdição do Pepsi on Stage, o show que Nando Reis & Os Infernais realizariam no local neste domingo (24), foi alterado para o bar Opinião, em Porto Alegre. De acordo com a Opinião Produtora, o músico fará duas apresentações na sequência, uma às 20h e outra às 23h.

<p>O músico se apresentará no bar Opinião</p>
O músico se apresentará no bar Opinião
Foto: Onofre Veras / AgNews

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Ainda segundo a produtora, todos os ingressos do show das 21h de sexta-feira (22) valem para o espetáculo das 20h, e todas as entradas da sessão da meia noite, também de sexta-feira, servem para o show das 23h. Não há a necessidade de troca.

Em razão da mudança de última hora, a produtora colocou dois ônibus à do público, que sairão do Pepsi on Stage rumo ao bar Opinião. O serviço começa às 18h e funcionará enquanto houver necessidade.

O Pepsi on Stage alegou que o local foi interditado antes do final do prazo estipulado para vistoria.

Veja carta da empresa na íntegra:

Em dezembro, o Pepsi on Stage solicitou a vistoria para a renovação do certificado do Corpo de Bombeiros. Após visita feita no dia 25 de fevereiro, foram solicitadas alterações de oito itens não relevantes ao quesito segurança. Por estar cumprindo todas as normas de segurança, o Corpo de Bombeiros não interditou o local e deu um prazo de trinta dias para a adequação. Surpreendentemente, antes do final do prazo, que expira na próxima quarta-feira (27/03), no domingo em que seria realizado o show de Nando Reis & Os Infernais, a força-tarefa da Prefeitura de Porto Alegre designada para essa atribuição interditou o estabelecimento. Independente do prazo estabelecido, o Pepsi on Stage já havia atendido a todas as solicitações do Corpo de Bombeiros e permanece aguardando uma nova vistoria.

Incêndio na Boate Kiss

Na madrugada do dia 27 de janeiro, um incêndio deixou 241 mortos em Santa Maria (RS). O fogo na Boate Kiss começou por volta das 2h30, quando um integrante da banda que fazia show na festa universitária lançou um artefato pirotécnico, que atingiu a espuma altamente inflamável do teto da boate.

Com apenas uma porta de entrada e saída disponível, os jovens tiveram dificuldade para deixar o local. Muitos foram pisoteados. A maioria dos mortos foi asfixiada pela fumaça tóxica, contendo cianeto, liberada pela queima da espuma.

Os mortos foram velados no Centro Desportivo Municipal, e a prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias. A presidente Dilma Rousseff interrompeu uma viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde prestou solidariedade aos parentes dos mortos.

Os feridos graves foram divididos em hospitais de Santa Maria e da região metropolitana de Porto Alegre, para onde foram levados com apoio de helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira). O Ministério da Saúde, com apoio dos governos estadual e municipais, criou uma grande operação de atendimento às vítimas. 

Quatro pessoas foram presas temporariamente - dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A intenção é oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.

Fonte: Terra
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