Paulo Miklos revela histórias e memórias por trás de 'Coisas da Vida': 'Momento de maturidade'
Cantor falou sobre a escolha das 11 faixas do álbum e as lembranças ligadas a Rita Lee, Beto Guedes, Cazuza e outros artistas
Em momento de maturidade, Paulo Miklos lança "Coisas da Vida", álbum focado em seu lado intérprete. Com 11 faixas ligadas às suas memórias afetivas, o disco traz releituras de ícones da MPB, como Rita Lee, Beto Guedes e Cazuza, adaptadas em parceria com o maestro Otávio de Moraes. O projeto revisita momentos marcantes de sua trajetória e ganha dimensão visual com 11 videoclipes gravados em locais variados, unindo a música à sua faceta de ator para renovar canções que moldaram sua formação.
Após uma carreira marcada por trabalhos autorais, Paulo Miklos decidiu se dedicar à interpretação em Coisas da Vida. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, o cantor contou como escolheu as 11 faixas do álbum e revelou as memórias afetivas por trás do repertório.
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Para Miklos, o disco nasceu de uma espécie de playlist construída ao longo da vida. As músicas escolhidas marcaram diferentes momentos de sua trajetória, desde a adolescência até experiências mais recentes.
"Eu acho que chegou o momento de maturidade, eu acho, como cantor, como intérprete, que eu posso me dar o direito de fazer isso", afirmou.
Música de Rita Lee
O título do álbum vem de uma música de Rita Lee, enquanto o repertório reúne obras de nomes como Beto Guedes, Cazuza, Adoniran Barbosa e Walter Franco. Entre as referências do cantor também estão Gal Costa e Elis Regina, intérpretes que, segundo ele, tinham a capacidade de apresentar canções conhecidas sob uma nova perspectiva.
Uma das faixas mais pessoais é "Mestre Jonas", que abre o disco. Miklos relacionou a música ao período em que se mudou para um novo apartamento após uma separação. "Eu tava muito Mestre Jonas dentro da baleia, aquele apartamento todo branco", contou.
Já "Sal da Terra", de Beto Guedes, resgata uma lembrança da adolescência, quando ouviu a música durante um show na praia. O cantor também buscou adaptar as faixas ao próprio estilo, trabalhando os tons e arranjos ao lado do maestro Otávio de Moraes.
No encerramento, "O Tempo Não Para", de Cazuza, ganha um significado especial pela relação com a passagem do tempo. Aos 67 anos, Miklos afirma perceber essa questão de maneira diferente e destaca a atualidade da letra.
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Clipes gravados em lugares diversos
As músicas também ganharam versões audiovisuais. Ao longo de uma semana, o cantor gravou 11 clipes em diferentes locações, incluindo um karaokê e um botequim na Mooca. O projeto ainda permitiu que explorasse a atuação diante das câmeras.
As escolhas de Coisas da Vida refletem, ainda, a formação musical de Miklos, que desde a época da escola acompanhava shows de artistas como Novos Baianos, Arrigo Barnabé e Hermeto Pascoal.
"Eu tive essa sorte do colégio", disse. Para ele, essas experiências ajudaram a formar o artista que se tornou, e agora aparecem reunidas em um álbum que pretende dar "uma nova vida" às músicas que marcaram sua história.
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