Pais de Celeste Rivas Hernandez pressionam por pena de morte caso D4vd seja condenado por assassinato
"A pena de morte seria perfeita para esse tipo de ser humano, desprovido de sentimentos e com um vazio interior", diz a família da vítima, que teria completado 16 anos nesta segunda, 7
A família de Celeste Rivas Hernandez pede a pena de morte para o cantor D4vd (David Burke), réu pelo homicídio, abuso sexual e mutilação da jovem de 14 anos, cujo corpo foi achado desmembrado em seu carro. Burke se declarou inocente. O promotor de Los Angeles, Nathan Hochman, avalia solicitar a pena capital sob nova diretriz para crimes extremos, mas a decisão foi adiada enquanto a defesa do cantor prepara seus argumentos.
Os pais de Celeste Rivas Hernandez têm pressionado pela pena de morte caso o cantor D4vd seja considerado culpado pelo assassinato de sua filha, que teria completado 16 anos nesta segunda, 7.
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Em uma rara declaração pública desde o início do processo criminal contra o cantor, a família de Rivas Hernandez pediu ao promotor distrital do condado de Los Angeles, Nathan Hochman, que busque a pena de morte para D4vd, em vez de prisão perpétua.
"Se a pena de morte fosse aplicada, seria perfeita para esse tipo de ser humano, desprovido de sentimentos e vazio interior, sem consciência, que só causou dor à nossa filha, à nossa família e ao mundo que apoia nossa preciosa filha", disse a família em um comunicado ao California Post. "Mas isso não está em nossas mãos, e sim nas mãos de Deus e do sistema judiciário da Califórnia."
Qualquer decisão sobre a possibilidade de buscar a pena de morte foi adiada, em parte porque o cantor, cujo nome de batismo é David Burke, decidiu dispensar sua equipe jurídica na semana passada e, em vez disso, contratar dois defensores públicos. Hochman disse à imprensa na ocasião que aguardava um dossiê do defensor público argumentando por que Burke não deveria enfrentar a pena de morte.
Embora a Califórnia não execute ninguém desde 2006, e o governador Gavin Newsom tenha anunciado uma suspensão de todas as execuções em 2019, Hochman abriu a possibilidade de voltar a aplicar a pena capital em julgamentos de homicídios extremos.
"Com efeito imediato, a política extrema e categórica da administração anterior, que proibia os promotores de buscarem a pena de morte em qualquer caso, está revogada", disse Hochman em comunicado. "Em seu lugar, a nova política para homicídios com circunstâncias agravantes considerará a busca pela pena de morte somente após uma análise extensa e abrangente e apenas em casos extremamente raros."
Em nova audiência de custódia na semana passada, Burke se declarou inocente das acusações relacionadas à morte de Rivas Hernandez, que incluem homicídio em primeiro grau com circunstâncias especiais, abuso sexual contínuo de menor de 14 anos e mutilação de cadáver.
O laudo de autópsia aponta que a adolescente, de 14 anos, morreu após ser esfaqueada no peito e no abdômen. Meses depois, o corpo desmembrado foi encontrado no porta-malas de um Tesla registrado em nome de Burke, enquanto ele estava em turnê.
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