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Olivia Rodrigo descarta o uso de inteligência artificial em sua música: 'Uma linha que não cruzo'

Em entrevista, cantora de 'you seem pretty sad for a girl so in love' revela que até chegou a testar o ChatGPT com o produtor Dan Nigro

9 out 2026 - 08h35
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Resumo
Em entrevista ao Hollywood Reporter, Olivia Rodrigo descartou categoricamente o uso de inteligência artificial em suas composições, chamando a tecnologia de "uma linha que não cruzo" após testar o ChatGPT e reprovar os resultados. Em meio a debates na indústria sobre o tema, a artista defendeu a autoria pessoal de seus projetos, comentou o festival feminino Daisy Chain Fields, que organizou recentemente, e negou rumores sobre sua vida amorosa, reforçando que continua solteira.

Olivia Rodrigo foi categórica ao falar sobre o uso de inteligência artificial na música. Em entrevista ao Hollywood Reporter publicada nesta semana, a cantora e compositora descartou a possibilidade de incorporar a tecnologia ao seu trabalho. "Eu jamais usaria IA em qualquer uma das minhas músicas", disse. "Absolutamente não. É uma linha que não cruzo". A declaração ocorre em um momento de divisão na indústria fonográfica: enquanto alguns artistas adotam a IA como ferramenta criativa, outros a veem como uma ameaça à autoria e à identidade artística.

Olivia Rodrigo realiza primeira noite da "Unraveled Tour"
Olivia Rodrigo realiza primeira noite da "Unraveled Tour"
Foto: Kevin Mazur/Getty Images for Live Nation / Rolling Stone Brasil

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A cantora revelou, porém, que chegou a experimentar a ferramenta. Por curiosidade, ela e Dan Nigro — parceiro de longa data e produtor de seus três álbuns — recorreram ao ChatGPT para pedir sugestões de títulos de músicas para um projeto de Olivia Rodrigo. A avaliação foi contundente: "Eram todos uma merda", disse a artista. Para ela, a experiência reforçou a decisão de manter a tecnologia fora de seu processo criativo. Conhecida pela escrita pessoal e confessional, Rodrigo recebeu elogios dos fãs pela maturidade e pela vulnerabilidade das letras de seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love (2026), lançado pela Geffen Records em junho.

A entrevista também abordou a vida da artista para além da música. Rodrigo falou sobre o Daisy Chain Fields, festival dedicado a artistas mulheres que organizou neste ano, com nomes como Stevie Nicks, Alanis Morissette, Sarah McLachlan e Karen O na programação. Realizado no Great Park, em Irvine, na Califórnia, o evento foi descrito pela cantora como uma forma de "mobilizar pessoas" e mostrar "o que pode acontecer quando você se une e contribui". Ela também comentou os rumores sobre sua vida amorosa, que surgiram depois que fotos suas ao lado de um executivo ligado a uma empresa de investimentos em IA circularam em julho. "Estou solteira, não tenho namorado", afirmou. "É tão difícil e triste, porque relacionamentos deveriam ser algo privado".

A posição de Rodrigo contrasta com a de outros nomes da indústria. Dr. Dre, por exemplo, declarou recentemente que está "abraçando" a IA na música e comparou a resistência à tecnologia ao ceticismo que cercou as baterias eletrônicas e os sintetizadores nos anos 1980. Já o rapper Tyga enfrentou críticas depois que seu álbum $TARFACE, produzido com o auxílio de inteligência artificial. No campo jurídico, a tensão também persiste: empresas como a Suno enfrentam processos de artistas que acusam seus modelos de terem sido treinados com músicas sem autorização.

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