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O setlist do último show da carreira do Sepultura

Banda trouxe um repertório com aproximadamente duas horas e meia de duração para o palco da Suhai Music Hall, em São Paulo

8 nov 2026 - 12h48
(atualizado às 12h49)
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Resumo
O Sepultura encerrou sua carreira com um show histórico para 9 mil pessoas no Suhai Music Hall, em São Paulo. Com mais de duas horas e meia de duração e 30 músicas executadas, a apresentação focou na fase inicial da banda, além de faixas do EP de despedida. Aberto por nomes como Krisiun e Metal Allegiance, o concerto contou com participações especiais de João Gordo, Jão e do guitarrista original Jairo Guedz, consagrando o inestimável legado do grupo para o heavy metal mundial.

O Sepultura realizou, na noite do último sábado, 7, o último show de sua carreira. A apresentação ocorreu na Suhai Music Hall, em São Paulo, para um público estimado em 9 mil pessoas.

Sepultura durante show de despedida em São Paulo, 2026
Sepultura durante show de despedida em São Paulo, 2026
Foto: Ellen Artie @ellenartie / Rolling Stone Brasil

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Inicialmente, a performance ocorreria na Mercado Livre Arena Pacaembu, para pelo menos o triplo de fãs. O evento foi realocado, sem explicações sobre os motivos.

Na abertura, tocaram, em ordem, a banda americana Sacred Reich, o trio brasileiro Krisiun e o supergrupo Metal Allegiance, composto por figurinhas conhecidas do heavy metal internacional, como Chuck Billy e Alex Skolnick (ambos do Testament), Troy Sanders (Mastodon) e Mike Portnoy (Dream Theater).

Em seu show, com pouco mais de duas horas e meia de duração, o Sepultura executou 30 músicas, descontados os solos de guitarra de Andreas Kisser e bateria de Greyson Nekrutman. A maior parte das canções selecionadas (18) veio da fase inicial, com o vocalista e guitarrista Max Cavalera, com ênfase nos álbuns Arise (1991), Chaos A.D. (1993) e Roots (1996) — trazendo quatro, seis e seis de cada disco mencionado, respectivamente. Além disso, o recente EP de despedida, The Cloud of Unknowing (2026), foi tocado quase na íntegra: três de quatro faixas.

No todo, apenas quatro dos 15 álbuns de estúdio não estiveram representados. A saber: Schizophrenia (1987), Roorback (2003), The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013) e Machine Messiah (2017), os três últimos com Eloy Casagrande na bateria.

Houve espaço para uma série de participações especiais. As mais emblemáticas foram João Gordo e Jão, ambos do Ratos de Porão, tocando "Crucificados pelo Sistema" e "Beber Até Morrer", de sua própria banda — com Gordo também executando "Reza", do Sepultura —, e Jairo Guedz, guitarrista original do grupo, na trinca "Biotech is Godzilla", "Slave New World" e "Troops of Doom".

Em resenha para Rolling Stone Brasil, o jornalista Igor Miranda destacou:

"Por razões distintas, o show de sábado, 7, não pareceu o fim do Sepultura. Seja por soar muito bem — na última década, vivenciou seus melhores momentos desde o traumático rompimento com Max Cavalera — ou por não ter tido um momento 'full circle', de estar em plena paz com seu passado. As ausências de Max e Iggor foram sentidas, de modo a fazer com que a apresentação na Suhai parecesse apenas a conclusão de uma turnê.

Mas é o fim. Tretas à parte, o Sepultura encerra suas atividades com uma série de méritos artísticos e comerciais. Foi imprevisível até mesmo em seus momentos derradeiros. Permanece, agora, um legado inestimável para a música como um todo. Ainda está para nascer um grupo que tenha feito tanto, numa história que passou por um início no thrash/death metal, incorporação de elementos do hardcore punk, groove metal e industrial, aproximação a percussões tribais e elementos culturais tipicamente brasileiros, exploração de elementos característicos do progressivo e até do erudito, com direito a letras críticas à sociedade que seguem atuais. E tudo isso foi feito por uma banda do Brasil. Sepultura do Brasil."

Confira, abaixo, o setlist completo do show realizado pelo Sepultura na Suhai Music Hall, em São Paulo, na noite do último sábado, 7. As participações especiais também estão sinalizadas.

Sepultura — setlist do show de despedida:

Intros: War Pigs (Black Sabbath) + Polícia (Titãs)

1. Arise

2. Altered State

3. Desperate Cry

4. All Souls Rising

5. Kairos

6. Means to an End

7. Propaganda (com Sean Sterling e Ethan Kahn, do Chained Saint)

8. Dusted (com Alan Wallace, do Eminence)

9. Convicted in Life (com Yohan Kisser)

10. Attitude

11. We've Lost You

12. Against

13. The Place

14. Itsári (com Moyses Kolesne, do Krisiun)

15. Kaiowas (jam percussão; com vários convidados)

16. Dead Embryonic Cells

17. Beneath the Remains (com Amilcar Christófaro, do Torture Squad)

18. Breed Apart

19. Solo de guitarra + pintura ao vivo

20. Sepulnation

21. Reza (com João Gordo)

22. Crucificados Pelo Sistema (Ratos de Porão; com João Gordo e Jão)

23. Beber Até Morrer (Ratos de Porão; com João Gordo e Jão)

24. Biotech is Godzilla (com Jairo Guedz)

25. Slave New World (com Jairo Guedz)

26. Troops of Doom (com Jairo Guedz)

27. Beyond the Dream

28. Territory

29. Refuse/Resist

30. Solo de bateria

31. Ratamahatta + Roots Bloody Roots

Outro: Easy Lover (Philip Bailey & Phil Collins)

+++ LEIA MAIS: Sepultura: Andreas Kisser fala à RS sobre 'The Cloud of Unknowing' e despedida

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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