Nasi lança CD solo e critica ex-companheiros do grupo Ira!
Teve barraco na dissidência. Fazendo jus ao nome de sua ex-banda, sobrou raiva na saída de Nasi do grupo Ira!, em 2007, quando até seu irmão e empresário entrou na mira. Em seu primeiro tiro 100% solo, o CD e DVD Vivo na Cena (Coqueiro Verde), o vocalista ataca de cão raivoso e faz questão de marcar seu território para mostrar quem era o responsável por aquele rock n' roll irado.
"O roqueiro brasileiro hoje está muito limpinho, falta sujeira", dispara Nasi, dando início à sua metralhadora giratória. "Não sei se é o final dos tempos, mas a palavra de ordem agora é 'profissionalismo'. Isso nunca combinou com o rock e se reflete em um som cada vez mais inofensivo". Nasi ressurge armado de guitarras e microfonias em altos decibéis. "Acho que é bom eu me reapresentar. Pela forma como o Ira! acabou, fiquei tachado como roqueiro impulsivo e brigador, o que em parte sou também, mas esta não é a única nem a melhor maneira para me definir", defende-se.
Nas novas gravações, houve, sim, momentos em que Nasi olhou para o lado e sentiu saudades do talento do herói da guitarra e ex-companheiro Edgard Scandurra. Mas só do talento, registre-se.
"Em uma ou outra hora deu para pensar 'puxa, o Edgard faria bem uma guitarra aqui', mas isso só aconteceria se o lado pessoal não influísse, porque nossa má vontade um com o outro é muito grande atualmente". As rusgas ficam restritas apenas ao pessoal também com o baixista Ricardo Gaspa. Quanto ao baterista, André Jung, Nasi não poupa munição: "Desse, de jeito nenhum sinto falta. Em termos de bateria, eu estava em um Fusca e agora estou em uma Ferrari".