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Morrissey revela como é enfrentar o 'pior caso de fraude de identidade online'

Segundo investigação da empresa de proteção online The Web Sheriff, nove pessoas podem estar envolvidas na falsificação de sites e redes sociais do cantor

12 jun 2026 - 15h23
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Desde 2025, Morrissey afirma ser alvo de uma campanha de desinformação e difamação na internet. O ex-vocalista do The Smiths disse que pessoas estariam se passando por ele online, publicando conteúdos "perturbadores, nocivos e caluniosos" e também o perseguido fisicamente, deixando "bilhetes escritos em sua casa" e colocando seus familiares em "risco significativo de danos físicos e emocionais". Agora, Morrissey voltou a falar sobre o processo judicial em andamento, afirmando que nove pessoas podem estar envolvidas nas falsificações.

Morrissey
Morrissey
Foto: Jim Dyson/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Quem investigou a situação foi a empresa de proteção online The Web Sheriff. De acordo com o texto, o Web Sheriff contatou o ex-empresário de Morrissey, Merck Mercuriadis, e informou que havia descoberto "o pior caso de fraude de identidade online" já visto. "A dimensão da manipulação é uma das piores e mais maliciosas já vistas pela equipe, que trabalhou em casos semelhantes para Beyoncé, Prince, Bob Dylan, Adele e Radiohead", afirma o Morrissey Central (via NME).

A empresa detalha que a campanha contra Morrissey incluía sites falsos, fraude de identidade e assédio constante em redes sociais que o cantor nunca acessou, como Facebook, X, Twitter e Instagram. Segundo a equipe de Morrissey, o cantor "não tem presença nas redes e nunca possuiu um smartphone", possuindo contato com a web apenas através do site Morrissey Central.

"Dados online emergentes são falsamente assinados em nome de Morrissey, numa tentativa de associar o artista a narrativas falsas destinadas a destruir sua carreira", continua o texto.

Segundo a publicação, foram descobertos "nove indivíduos se passando por Morrissey, atuando em nome de diversos grupos políticos." Dessas nove pessoas, duas operavam na Escócia, uma tinha conexões com um ex-membro do The Smiths e outra era conhecida por Morrissey devido à sua ligação com um site estadunidense. Esse indivíduo teria postado, no total, "1.800 mensagens online". Os responsáveis estariam incentivando o público a "participar de movimentos que defendem diversas ideias políticas".

A batalha judicial de Morrissey

De acordo com a equipe do cantor, há uma "operação planejada para tomar medidas policiais contra os nove indivíduos" e isso "requer a contratação de dois escritórios de advocacia". Entretanto, "o compromisso financeiro de despesas extensas e incessantes está além da capacidade pessoal de Morrissey", e o próximo passo na investigação está atualmente "em análise".

O comunicado original de 2025 também afirmava que as postagens falsas se relacionavam "quase exclusivamente à política de extrema direita". Segundo a equipe, esta política seria "a antítese do nosso cliente e daquilo que ele sempre defendeu e representou". Morrissey foi descrito como uma pessoa "pacifista e apolítica" que "nunca se filiou a um partido político nem votou", e sua equipe alegou que as pessoas por trás da fraude estariam "criando e perpetuando uma narrativa prejudicial, imprecisa e difamatória, que levou a mídia a repetir essas falsidades".

O ex-The Smiths tem sido duramente criticadopor seu posicionamento político extremista nos últimos anos, especialmente em relação à imigração, e enfrenta acusações de fascismo e racismo. Apesar da declaração de neutralidade de sua equipe, o cantor já expressou apoio ao partido político de extrema-direita For Britain, utilizando um distintivo do partido durante uma aparição na televisão em 2019.

Essas polêmicas também prejudicaram a carreira do cantor. Morrissey lançou seu 14º álbum solo, Make-Up Is A Lie, em março deste ano, após seis anos de hiato: desde a era de I Am Not a Dog on a Chain (2020), ele sugeriu diversos lançamentos, mas nenhum havia se concretizado até agora.

O artista já se queixou publicamente de ser "boicotado" pela indústria, e afirmou ao The Telegraph em 2024 que um de seus LPs havia sido "silenciado" e que a "cultura idiota" estava o impedindo de fazer novos trabalhos. Sobre seu novo álbum, ele declarou: "Insisto em ser eu mesmo apesar de muito desencorajamento, e esta nova música é um retrato válido de muito mais que está por vir em 2026. Nascida, depois renascida e nascida novamente".

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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