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Morre Gracindo Jr., ator e diretor que ajudou a escrever a história da dramaturgia brasileira, aos 83 anos

Com mais de cinco décadas de carreira no teatro, no rádio, no cinema e na televisão, esteve na inauguração da TV Globo em 1965 e contracenou com o pai, Paulo Gracindo, em momentos históricos da teledramaturgia

2 set 2026 - 10h28
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Resumo
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 83 anos, de causas naturais. Pioneiro da TV Globo desde a inauguração em 1965, marcou a teledramaturgia em obras como O Casarão e O Bem-Amado, contracenando com o pai, Paulo Gracindo. Com vasta trajetória também no teatro, cinema e rádio, atuou como diretor em novelas e programas como Os Trapalhões. Afastado da TV há cerca de oito anos, ele deixa a esposa, Daisy Poli, cinco filhos e sete netos.

Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta, 2, em casa, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. A informação foi confirmada por seu filho, Pedro Gracindo, que afirmou que a morte ocorreu por causas naturais. Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, em 21 de maio de 1943, o ator e diretor carioca esteve entre os profissionais presentes na inauguração da TV Globo, em 1965, e integrou o elenco de Rosinha do Sobrado, a segunda novela da emissora, exibida naquele mesmo ano.

Ator e diretor Gracindo Jr morre aos 83 no Rio, com carreira marcada por novelas e teatro e presença na inauguração da TV Globo em 1965
Ator e diretor Gracindo Jr morre aos 83 no Rio, com carreira marcada por novelas e teatro e presença na inauguração da TV Globo em 1965
Foto: TV Globo/Divulgação / Rolling Stone Brasil

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A trajetória artística de Gracindo Jr. começou antes da televisão. Aos quinze anos, em 1959, passou em um teste para a Rádio Nacional, onde atuou como ator, redator e disc-jóquei. Cursou Psicologia, mas nunca exerceu a profissão. No teatro, estreou em A Escada, de Oswald de Andrade, e, ao longo da carreira, participou de mais de 20 montagens como ator, diretor ou produtor. Filho do consagrado Paulo Gracindo (1911-1995), seguiu os passos do pai com identidade própria e chegou a dividir as câmeras com ele em dois momentos históricos da teledramaturgia brasileira.

O primeiro foi em O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes, quando pai e filho contracenaram. O segundo, ainda mais marcante, ocorreu em O Casarão (1976): os dois interpretaram versões jovem e idosa do mesmo personagem, João Maciel, uma construção que se tornou um dos momentos mais lembrados de suas carreiras. Além dessas produções, Gracindo Jr. esteve em obras que ajudaram a consolidar a dramaturgia da Globo, como Padre Tião (1966), em que formou par com Marília Pêra, A Próxima Atração (1970), Os Ossos do Barão (1973), Supermanoela (1974), Mandala, Rainha da Sucata, Explode Coração, Celebridade e Rei Davi, entre outras. Passou também pela Rede Manchete, onde integrou o elenco de Dona Beija.

A carreira de Gracindo Jr. não se limitou à atuação. Como diretor, comandou Marron-Glacé, assumiu a direção de Os Trapalhões em 1983, supervisionou a dramaturgia da Globo e trabalhou em produções teatrais e cinematográficas. No cinema, participou de filmes como Os Homens que Eu Tive (1973), Bufo & Spallanzani, Primo Basílio (2006) e Segurança Nacional. Também esteve envolvido na criação e na apresentação dos primeiros videoclipes de artistas brasileiros exibidos pelo Fantástico, em um papel menos associado ao seu nome, mas que marcou um capítulo da história da música na televisão.

Gracindo Jr. estava afastado das telas havia cerca de oito anos. Deixa a esposa, Daisy Poli, com quem viveu por mais de 50 anos, cinco filhos, entre eles os atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte, e sete netos. O velório será aberto ao público nesta quinta, 3, a partir das 12h10, no Crematório e Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro. A cremação está marcada para as 14h10.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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