Neil Young leva Trump à Justiça em ação de US$ 10 milhões
Cantor alega descumprimento de acordo firmado em 2020 e cobra R$ 53 milhões da equipe do republicano.
O músico Neil Young abriu um novo processo contra a campanha de Donald Trump, pedindo US$ 10 milhões por violação de direitos autorais pelo uso não autorizado da faixa "Rockin' in the Free World" em comícios. É a segunda ação do cantor canadense contra o republicano, alegando descumprimento de um acordo prévio firmado em 2020. A defesa de Young exige uma liminar urgente para proibir a execução da canção, afirmando que o uso indevido fere a mensagem da obra e causa danos à reputação do artista.
Por conta do uso indevido de sua música em comícios partidários, o cantor e compositor Neil Young abriu uma nova disputa legal contra a campanha de Donald Trump. , de quem o artista cobra uma compensação de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 53 milhões na cotação atual) por infrações contínuas de direitos autorais relativas à faixa Rockin' in the Free World.
Trata-se da segunda vez em que o músico canadense aciona os tribunais norte-americanos contra a equipe do político republicano. No ano de 2020, uma ação parecida havia sido ajuizada para barrar a execução da mesma obra, resultando na época em um acordo amigável entre os envolvidos. No entanto, a nova petição afirma categoricamente que Trump violou os termos fixados naquele primeiro consenso.
A documentação encaminhada à Justiça ressalta a contradição entre a mensagem da canção, disponibilizada em 1989, e a postura defendida pelo movimento político. O texto argumenta que a composição é "um hino contundente que contrasta as promessas vazias da retórica política americana com as duras realidades enfrentadas pelos pobres, sem-teto e esquecidos. Em suma, a canção é o oposto de tudo o que Donald J. "
Uso em comícios e pedido de liminar
Conforme informações acessadas pela revista Variety, a peça elenca episódios recentes, incluindo o momento em que Rockin' in the Free World tocou na abertura de um ato de campanha promovido em 12 de outubro na cidade de Youngstown, em Ohio. Além dessa data, outros comícios de mobilização conservadora para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos também executaram a gravação sem consentimento.
Para frear as violações, a equipe jurídica de Neil Young pleiteia uma liminar urgente para proibir qualquer futura reprodução pública do clássico em palanques ligados ao republicano. Os advogados apontam também abalos éticos e profissionais, indicando na ação: "Entre outras coisas, Young sofreu danos à sua reputação e imagem como resultado da insinuação de que ele apoia Donald J.
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