Chris Brown: justiça condena cantor a pagar R$ 67 milhões por ataque de cachorro a ex-funcionária
Condenação revela novo capítulo em na tumultuada trajetória legal do cantor
O nome de Chris Brown volta a estampar as manchetes, mas não por um lançamento musical ou uma performance arrebatadora. Desta vez, o astro do R&B foi o protagonista de um veredito impactante em Los Angeles (EUA), que reacende o debate sobre responsabilidade e comportamento no universo das celebridades.
Um júri californiano o considerou negligente no caso do ataque do cão Hades, um imponente pastor-do-cáucaso, à sua então empregada doméstica, Maria Avila, em 2020. A decisão culminou em uma condenação que o obriga a desembolsar US$ 12,9 milhões, o equivalente a colossais R$ 67 milhões na cotação atual.
A trama, digna de um roteiro de Hollywood, desenrolou-se na última terça-feira (30), quando a corte determinou a indenização não apenas para a vítima principal, mas também para membros de sua família que sofreram os impactos emocionais do incidente.
Patricia Avila, irmã de Maria e testemunha ocular do terror, receberá US$ 885 mil (cerca de R$ 4,6 milhões), enquanto seu marido, Oscar Olivo, será indenizado em US$ 50 mil (aproximadamente R$ 260 mil). A amplitude da compensação reflete a gravidade do ocorrido e as sequelas deixadas na vida da ex-funcionária.
O drama por trás dos muros da mansão
Maria Avila vivenciou um pesadelo em 2020, ao ser brutalmente atacada por Hades, um cão de aproximadamente 90 quilos, enquanto realizava uma tarefa rotineira: esvaziar o lixo na área externa da propriedade de Chris Brown em Tarzana. O episódio resultou em traumas físicos e psicológicos profundos e duradouros. Conforme seu depoimento, ela sofreu desfiguração permanente no rosto, cicatrizes extensas, uma perda parcial da visão e uma série de outras lesões, além de ter desenvolvido um estresse pós-traumático debilitante.
O comportamento de Chris Brown após o incidente gerou ainda mais controvérsia. Em vez de prestar socorro imediato ou acionar a emergência, o artista optou por deixar o local, alegando que sua intenção era evitar o que chamou de "circo midiático" com a chegada da polícia. Ele defendeu que o animal era mantido na residência para segurança, e não como um animal de estimação, e chegou a afirmar que havia instruído seus funcionários a só acessarem as áreas externas acompanhados por uma equipe de segurança.
Veredito e o impacto na imagem do artista
Essa versão dos fatos, entretanto, foi veementemente contestada por Maria e Patricia Avila durante o julgamento, contribuindo para a decisão final do júri. O promotor do caso, Michael C. , expressou sua satisfação com o resultado em declaração à Billboard: "Após mais de cinco anos de disputa judicial contra Chris Brown, estamos muito satisfeitos e felizes por termos conseguido justiça para nossa cliente e sua família.
A condenação adiciona mais um capítulo complexo à já conturbada trajetória pública de Chris Brown. Enquanto o artista segue em turnê ao lado de Usher, sua imagem continua a ser moldada não apenas por seu talento musical, mas também pelos desafios legais e comportamentais que permeiam sua carreira.
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