Taylor Swift e o Oscar: o desempenho de estrelas pop em suas primeiras indicações na Academia, segundo a Billboard
Diva pop na rota do Oscar de Melhor Canção Original, mas será que a Academia vai coroá-la de primeira?
A indústria do entretenimento ferve com a expectativa: a imponente máquina pop de Taylor Swift pode estar a caminho do Oscar.
De acordo com uma análise da Billboard, com a força de I Knew It, I Knew You, faixa-chave da trilha sonora de Toy Story 5, a cantora não apenas domina as paradas - a canção permaneceu nove semanas no top 5 da Billboard Hot 100 - como também se beneficia da popularidade estrondosa do filme, que promete ser um dos maiores sucessos de bilheteria de 2026.
A equação parece perfeita, mas a história recente do Oscar nos lembra que nem mesmo os maiores ícones da música pop têm vitória garantida na primeira tentativa.
A Batalha dos Gigantes: Quem Venceu e Quem Esperou
A Academia, apesar de sua reverência à arte, é um organismo complexo, e seu veredito muitas vezes surpreende. Enquanto talentos como Adele e Billie Eilish brilharam logo de cara, levando a estatueta para casa em suas primeiras indicações, outras divas como Beyoncé e Rihanna experimentaram o sabor agridoce de uma noite memorável, mas sem o prêmio nas mãos.
Segundo a Billboard, essa dualidade levanta a questão: Taylor Swift seguirá o caminho das vencedoras de primeira viagem ou enfrentará a mesma jornada de paciência de outras lendas?
O Oscar de Melhor Canção Original tem sido palco de momentos históricos para a música. Quem não se lembra de Eminem, que, embora tenha estourado no final do século XX, inaugurou o novo milênio com um marco?
Em 2003, sua Lose Yourself, do filme 8 Mile, conquistou o Oscar, cravando seu nome como a primeira canção de hip-hop a levar a estatueta dourada. Pouco depois, em 2006, o Three Six Mafia fez história com It's Hard Out Here for a Pimp, de Hustle & Flow, tornando-se a segunda canção de hip-hop a vencer, e a primeira escrita e gravada por músicos negros, além de ser a primeira a ter dois ou mais compositores negros colaborando para a vitória.
Do James Bond ao K-Pop: Uma Trajetória de Vitórias e Surpresas
A hegemonia de Adele em 2013 com Skyfall, a primeira canção de um filme de James Bond a ser premiada, abriu caminho para Sam Smith, que em 2016 repetiu o feito com Writing's on the Wall para Spectre. A saga 007 é, sem dúvida, um chamariz para a Academia.
Mais recentemente, Billie Eilish, ao lado de seu irmão Finneas, não só conquistou o Oscar em 2022 com "No Time To Die", continuando a tradição Bond, como bisou em 2024 com What Was I Made For?, do fenômeno Barbie.
No entanto, nem sempre o favoritismo se traduz em vitória. Pharrell Williams, com sua contagiante Happy de Meu Malvado Favorito 2 (2014), viu o prêmio escapar para Let It Go de Frozen. A própria Lady Gaga, que hoje ostenta um Oscar por Shallow (2019) e múltiplas indicações, perdeu em sua primeira chance em 2016 com Til It Happens to You.
E até mesmo Beyoncé, com Be Alive de King Richard (2022), e Rihanna, com a emocionante Lift Me Up de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2023), voltaram para casa sem a estatueta, mostrando que o brilho de uma carreira estelar nem sempre é suficiente para seduzir os eleitores da Academia.
O Oscar também celebra a representatividade e a diversidade musical. , com Fight for You de Judas and the Black Messiah (2021), marcou a segunda vez que três compositores negros colaboraram em uma canção vencedora, um testemunho do poder da narrativa e da evolução cultural da premiação.
E o futuro promete ainda mais diversidade: em 2026, EJAE e o grupo HUNTR/X fizeram história com Golden, de KPop Demon Hunters, a primeira canção de K-pop a ganhar um Oscar, e também a primeira com um número recorde de compositores.
O Veredito da Academia e a Ascensão de Taylor Swift
Com a data de 15 de dezembro se aproximando para o anúncio dos 15 finalistas e a divulgação dos indicados em 21 de janeiro de 2027, o mundo aguarda ansiosamente para ver se Taylor Swift entrará oficialmente para a corrida. A Billboard aponta fortes chances para sua canção, impulsionada não só pelo sucesso comercial, mas também pela sua onipresença cultural.
No cenário digital de hoje, onde o fandom e o streaming amplificam a voz dos artistas de maneira sem precedentes, a presença de uma figura como Taylor Swift no Oscar transcende a música: é um evento de comportamento, um reflexo da influência inegável da cultura pop na sociedade.
Será que a Academia reconhecerá o impacto de Taylor Swift e coroará sua primeira indicação com a vitória? Ou ela precisará de mais tentativas para quebrar o código de Hollywood? O palco está montado para mais um capítulo emocionante na interseção entre música, cinema e cultura pop, e a expectativa é palpável para o veredito final em 14 de março.
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