Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Astro latino busca indenização de US$ 2,3 milhões por falha financeira

'Rei da Bachata 'acusa gigante da contabilidade de negligência grave, alegando prejuízos milionários e uma gestão financeira desastrosa que culminou em auditorias e perdas de investimento.

14 ago 2026 - 17h52
Compartilhar
Exibir comentários
Astro latino busca indenização de US$ 2,3 milhões por falha financeira
Astro latino busca indenização de US$ 2,3 milhões por falha financeira
Foto: The Music Journal

O universo da música latina, conhecido por seus ritmos quentes e paixões intensas, agora ecoa a frieza de um litígio milionário. Romeo Santos, o inquestionável Rei da Bachata e uma força global da música, está movendo um processo judicial que abala os bastidores de sua fortuna.

O artista, aclamado por milhões e com indicações ao Grammy, acusa sua antiga empresa de contabilidade e gestão empresarial de uma série de erros fiscais e má-gestão financeira que teriam lhe custado mais de US$ 2 milhões. Uma notícia que, vinda da revista Rolling Stone, joga luz sobre os desafios que até mesmo os maiores ícones enfrentam na administração de seus impérios financeiros.

O Labirinto Fiscal de um Astro Global

No centro da disputa está a Morrison Brown Argiz & Farra LLP, agora operando sob a bandeira BDO. A queixa, protocolada em um tribunal federal de Miami (EUA), detalha uma série de falhas que, segundo Santos, comprometem sua saúde financeira. O cantor alega que a empresa falhou drasticamente na apresentação de suas complexas declarações de imposto de renda em diversos estados americanos.

Mais do que isso, a acusação aponta que grandes somas de dinheiro do artista ficaram estagnadas em sua conta corrente, "sem render nada", um cenário impensável para qualquer gestor de patrimônio.

Em um dos pontos mais críticos do processo, que descreve negligência profissional e grave imprudência, Romeo Santos argumenta que a BDO o declarou erroneamente como não residente de Nova York durante todo o ano fiscal de 2021. Essa falha, segundo o astro, foi o estopim para uma auditoria fiscal.

A empresa teria desconsiderado sua residência parcial no estado, mas, paradoxalmente, atribuiu um quarto de sua renda declarada naquele ano a Nova York (EUA), "um valor sem comprovação por meio de documentos de trabalho ou qualquer análise". A contradição é gritante:

"Assim, a BDO errou em ambas as direções simultaneamente: omitindo a renda exigida por lei em Nova York e alegando uma renda em Nova York que os fatos não comprovavam", detalha o processo obtido pela Rolling Stone.

A Gestão Financeira Sob Ataque

Os problemas listados no processo não se limitam apenas às questões fiscais. A equipe jurídica de Santos também aponta que a empresa adquiriu uma apólice de seguro de acidentes de trabalho duplicada, totalmente desnecessária. Além disso, o artista foi mantido em um plano de saúde privado de alto custo, mesmo tendo direito a uma cobertura superior e mais acessível através do SAG-AFTRA, o sindicato dos artistas.

A alegada negligência se estende à ausência de depósitos em sua conta IRA (Conta Individual de Aposentadoria), um pilar fundamental do planejamento financeiro de longo prazo. Para completar o quadro, o processo menciona débitos não autorizados em uma de suas contas após o término do contrato, levantando sérias questões sobre a integridade da gestão.

Representantes da BDO, até o momento da publicação original da Rolling Stone, não haviam se manifestado sobre as acusações, mantendo o silêncio diante da tempestade legal que se forma. O advogado de Santos, James Sammataro, do escritório Pryor Cashman, não poupa palavras no processo:

"Como resultado direto e imediato da negligência e má prática profissional da BDO, os demandantes sofreram danos, incluindo, entre outros, multas e juros fiscais, honorários profissionais incorridos para investigar e remediar os erros da BDO, o custo do débito não autorizado e a perda de valor associada à má gestão de caixa, seguros e contas de aposentadoria, em um montante a ser comprovado em julgamento, mas não inferior a US$ 2,3 milhões".

O Palco da Justiça para o Rei da Bachata

Aos 45 anos, o cantor nascido no Bronx, que já celebrou sucessos estrondosos como Formula, Vol. 1, indicado ao Grammy Latino em 2011, e Formula, Vol. 3, vencedor na categoria de Melhor Álbum de Merengue/Bachata em 2023, agora busca justiça em um palco diferente.

Romeo Santos exige um julgamento por júri, sinalizando que está determinado a levar o caso até as últimas consequências. Este embate legal não é apenas sobre números e burocracia; ele ressoa como um alerta na indústria do entretenimento, onde a confiança em gestores financeiros é tão crucial quanto o próprio talento.

O caso de Romeo Santos expõe a vulnerabilidade de artistas de alto escalão e a importância vital de uma gestão financeira transparente e competente, um tema que, sem dúvida, continuará a reverberar muito além dos tribunais.

📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos
The Music Journal The Music Journal Brazil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra