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Mestre Zezinho, Duda Beat e Mombojó reúnem 15 mil pessoas no primeiro Psica no Marajó

Festival estreou no Verão Amazônico com programação gratuita na Vila de Joanes, movimentou cerca de R$3 milhões na economia local e colocou artistas marajoaras no centro da curadoria ao lado de nomes nacionais.

20 jul 2026 - 16h29
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Durante dois dias, a Vila de Joanes virou ponto de encontro entre o Marajó e o Brasil. Ao longo da primeira edição do Festival Psica no Verão Amazônico, cerca de 15 mil pessoas passaram pela comunidade para acompanhar dez shows gratuitos. Entre o pôr do sol na praia e os encontros à beira d'água, artistas nacionais dividiram o palco com mestres da cultura marajoara e nomes da nova cena amazônica, em uma celebração que colocou o próprio território no centro da programação.

Mestre Zezinho, Duda Beat e Mombojó reúnem 15 mil pessoas no primeiro Psica no Marajó
Mestre Zezinho, Duda Beat e Mombojó reúnem 15 mil pessoas no primeiro Psica no Marajó
Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

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"É um marco para a gente. Enquanto muita gente diz que está na hora de ir para o Rio ou São Paulo, nós fizemos o caminho contrário: voltamos para as nossas raízes. O Marajó tem uma influência enorme na história do Psica e na forma como entendemos a cultura amazônica. Esta terra já deu muito mais para a gente do que qualquer coisa que possamos oferecer. O festival é uma relação de troca e de afeto com esse território", afirma Jeft Dias, diretor do Psica.

Além da programação gratuita, o festival movimentou cerca de R$ 3 milhões na economia local, gerou 120 empregos diretos e aproximadamente 300 indiretos, envolvendo trabalhadores, fornecedores e empreendedores da região.

O Festival Psica no Verão Amazônico conta com patrocínio master de O Boticário, patrocínio do Sebrae Pará, apoio da Prefeitura de Salvaterra, da Secretaria de Turismo de Salvaterra e da Secretaria de Turismo do Pará, com realização da Psica Produções.

A proposta ficou evidente já na primeira noite, quando um dos momentos mais marcantes do festival foi protagonizado por Mestre Zezinho, de Cachoeira do Arari. Autor de Invernada Marajoara, um dos carimbós mais emblemáticos da cultura marajoara, o compositor emocionou o público ao interpretar canções que retratam as paisagens, os campos alagados e o cotidiano da ilha. Ao lado do grupo Balanço de Maré, reafirmou a força da música autoral produzida no Marajó.

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