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Interpol traz sua cara indie de novo para o Lollapalooza 

Banda fez apresentação semelhante ao show de 2015, apesar de ter mostrado vontade de evoluir com lançamentos recentes

7 abr 2019
19h01
atualizado às 20h09
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Em sua segunda passagem pelo Lollapalooza Brasil, a banda americana Interpol repetiu o show cinzento que mostrou em 2015, com apenas 2 faixas de Marauder, o disco que fez os críticos torcerem a língua em 2018 ao terem que admitir que a banda não havia chegado num platô criativo, mas sim aprendido a buscar novos caminhos.

Durante o show, uma faixa como Say Hello to The Angels, do disco Turn Out The Bright Lights, de um já distante 2001, mostra como a espécie de post rock revivalista do Interpol sobrevive bem ao teste do tempo com a guitarra carregada de Daniel Kesller. A faixa seguinte do show, All The Rage Back Home, de El Pintor (2014), evidencia o talento vocal de Paul Banks.

Show do Interpol no festival Lollapalooza 2019, no Autódromo de Interlagos, Zona Sul de São Paulo (SP), neste domingo (7).
Show do Interpol no festival Lollapalooza 2019, no Autódromo de Interlagos, Zona Sul de São Paulo (SP), neste domingo (7).
Foto: Gustavo Anterio / Futura Press

A apresentação é uma demonstração de como as bandas de um período de ouro do indie de Nova York, o meio da década de 2000, alcançam 2019: para fãs dedicados, uma revisão consistente dos sucessos da carreira; para os mais desavisados, a postura blasé da geração pode ser um obstáculo. O Interpol, porém, consegue manter uma postura no palco muito mais altiva do que o Kings of Leon, headliner indesculpável do dia anterior do Lollapalooza.

O show termina com o protótipo indie de The Henrich Maneuver e a faixa Roland, esta também daquele primeiro disco. Dessa vez o Interpol não fez chover no Lollapalooza Brasil.

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Estadão
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