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Gabriel Braga Nunes explora musicalidade em Shakespeare

Ator conhecido por papéis em telenovelas lança projeto com sonetos Shakespearianos musicados

22 out 2020
12h19
atualizado às 13h15
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Filho da atriz Regina Braga e do diretor Celso Nunes, Gabriel Braga Nunes é formado em Artes Cênicas pela Unicamp e é figurinha carimbada na teledramaturgia brasileira. O que poucos sabem, todavia, é que o artista possui um lado musical muito presente em sua carreira: “Desde criança toco guitarra e tive diversas bandas. O rock tem sido meu principal hobbie desde sempre”, conta o ator. 

Gabriel Braga Nunes explora musicalidade de Shakespeare em novo projeto.
Gabriel Braga Nunes explora musicalidade de Shakespeare em novo projeto.
Foto: Rita Costa/Divulgação

Unindo a literatura de Shakespeare e sua veia musical, o ator lança em 2020 uma série de singles em que musica sonetos do dramaturgo inglês. Os arranjos foram feitos em parceria com Luíza Lapa (que conheceu fazendo o musical 'A Noviça Rebelde') e Leo Mayer (da banda Hurricanes). Em entrevista ao Terra, o ator fala sobre este novo projeto e discute a união entre literatura e Rock and Roll. Confira o papo abaixo: 

Como é para você, como ator, se iniciar no universo musical? Já havia se aventurado por essa área antes?

Sim, desde criança toco guitarra e tive diversas bandas. O rock tem sido meu principal hobbie desde sempre. Mas essa é a primeira vez em que gravo e lanço músicas minhas, e isso tem significado especial! Estou adorando ter essa segunda atividade artística mais presente, a essa altura da vida!

Shakespeare é o dramaturgo mais influente da língua inglesa. A escolha de textos dele tem a ver com a sua relação com o teatro?

Me interessei pelos sonetos justamente por não terem personagens, então se prestam melhor para letras de música. Não acho que as peças funcionariam tão bem. Os sonetos são como o diário de um apaixonado, é um material arrebatado e sincero, que combina com rock.

Ao trabalhar com um material tão vasto de alguém como Shakespeare, como é o processo de escolha e adaptação dos textos que serão trabalhados?

A linguagem de Shakespeare, no inglês arcaico, é bonita e melódica. A carga dramática dos sonetos me ajudou muito nas composições, pois convida a determinada embocadura na interpretação, ou mesmo, sugere idéias de performance cênica. A escolha dos sonetos teve a ver, claro, com minha identificação. Mas tem um ajuste fino entre texto e melodia, que nem sempre dá certo. No fim das contas... é feeling, tentativa e erro.

Musicalmente falando, quais foram suas maiores influências para compor este projeto? Algo de Jim Morrison e suas poesias cantadas?

Busco um equilíbrio delicado entre literatura e rock & roll. Pois o rock pode facilmente sufocar a poesia, e a literatura pode facilmente edurecer o rock. Sempre curti a dramaticidade da música do Nick Cave e do Alice Cooper.

Passada a pandemia, há planos para uma turnê com esse material?

Sim! Estou aproveitando o período de isolamento social para fazer o lançamento digital desse trabalho. Assim que a pandemia permitir, devo estrear no Whiplash Bar, aqui em São Paulo. Não vejo a hora!

Confira o single “All In War abaixo”:

 

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Fonte: Equipe portal
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