Empresário de Dolly Parton arquiva processo contra sobrinho da cantora
Danny Nozell apresentou os pedidos de desistência voluntária nesta quinta, 5, poucos dias antes do que se esperava ser um confronto dramático no tribunal
Danny Nozell, empresário de longa data da falecida cantora Dolly Parton, desistiu voluntariamente do processo contra Bryan Seaver, sobrinho da artista. A ação, movida em setembro, acusava Seaver de extorsão e ameaças contra o império comercial de Parton após sua morte, incluindo a empresa She's Alive LLC. Seaver negou as acusações, alegando cobrança de dívidas por serviços de segurança prestados. O arquivamento ocorreu sem prejuízo, permitindo que o caso seja reaberto futuramente.
O empresário de longa data de Dolly Parton desistiu do processo que movia contra o sobrinho da cantora, Bryan Seaver, que representou uma ameaça ao seu império empresarial após a sua morte.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora
Em um pedido de desistência voluntária protocolado nesta quinta, 5, Danny Nozell e seus advogados afirmaram que estavam abandonando as acusações sem prejuízo, o que significa que poderiam apresentá-las novamente. O pedido foi feito pouco antes do prazo final para Nozell responder às negativas de Seaver às alegações e antes de uma audiência marcada para terça, 10.
Os advogados de ambas as partes não responderam aos pedidos de comentários da Rolling Stone sobre o motivo da decisão.
Na audiência, a expectativa é que um juiz de Nashville estendesse uma ordem de restrição anterior que impedia Seaver de se aproximar a menos de 300 metros dos funcionários e sócios de Parton, de entrar em propriedades privadas controladas por sua empresa póstuma, She's Alive LLC, ou de se envolver em condutas de assédio.
Entenda o caso
A disputa judicial veio a público em setembro, quando Nozell processou Seaver no Tribunal de Justiça de Nashville, acusando-o de conduzir uma "campanha obscena, deliberada e crescente de ameaças" com o intuito de criar "medo e caos para extorquir dinheiro em benefício próprio". Nozell, que trabalhou com Parton e a gerenciou por cerca de duas décadas, é o único administrador da She's Alive, empresa que supervisiona o parque temático Dollywood, no Tennessee, e o hotel SongTeller, em Nashville, que abriga um museu dedicado a Parton.
A denúncia inicial, apresentada em 22 de setembro, citava uma série de mensagens provocativas enviadas por Seaver, que incluíam declarações como: "Estou prestes a me tornar o instrumento de vingança para toda a minha família" e "Eu não sou uma pessoa do entretenimento. Eu sou um assassino". Em uma das mensagens, Seaver teria ameaçado lançar um podcast com o objetivo de prejudicar as parcerias de Parton com outras marcas, terminando com a aparente exigência: "Ou me paguem, porra".
Seaver, filho da irmã de Parton, Cassie, negou todas as alegações em documentos judiciais apresentados em outubro. Ele afirmou que seu comentário "me pague" se referia aos US$ 251.000 que lhe eram devidos por serviços de segurança já prestados a Parton e refletia sua frustração com as novas exigências de faturamento de um banco. Ele reconheceu ainda que algumas de suas mensagens privadas continham palavrões, mas argumentou que Nozell as havia tirado de contexto para desacreditá-lo.
Seaver disse que estava de luto pela doença e morte de Parton quando as enviou e alegou que Nozell havia incentivado alguns de seus sentimentos e até curtido uma mensagem na qual ele se descrevia como traficante de armas e mercenário. "Claramente, ele não estava assustado nem intimidado", disse Seaver sobre Nozell.
Seaver foi o membro da família que anunciou a morte de Parton em 25 de agosto, em um vídeo pré-gravado postado em sua conta do Instagram, que recebeu milhões de reações. De acordo com documentos judiciais, ele trabalhou anteriormente para empresas militares privadas e prestava serviços de segurança para Parton e suas propriedades por meio de sua empresa, a Squadron Augmented Protection Services.
Ao conceder a liminar inicial em setembro, a juíza I'Ashea L. Myles afirmou que as mensagens citadas na denúncia pareciam combinar ameaças com exigências de pagamento. Em sua decisão, ela citou uma mensagem supostamente enviada em 19 de agosto, cerca de uma semana antes da morte de Parton, aos 80 anos. "Vou destruir toda a marca se vocês não tirarem esses [parceiros comerciais da Dollywood] do nosso negócio", Seaver teria escrito.
Em sua resposta, Seaver incluiu mais contexto para as mensagens. Na mesma mensagem em que mencionou que "destruiria toda a marca", ele prosseguiu: "Vou te fazer ganhar mais dinheiro com a saída deles. Envergonhá-los a cada passo é a solução. Deixe-me continuar pressionando. Não te custa nada. Sou seu aliado. Este é um jogo de longo prazo que você precisa começar a aplicar neles. A marca Dollywood está morrendo."
A juíza afirmou que as mensagens pareciam estabelecer um "padrão de conduta repetido" no qual Seaver supostamente combinava "ameaças com exigências de pagamento ou outras medidas", invocando "seu alegado acesso a armas, experiência com violência e intenção de retaliar".
Segundo uma carta anexada ao processo pelos advogados da She's Alive, Seaver foi afastado de sua função de segurança nos negócios de Parton em 15 de setembro. A carta, obtida pela Rolling Stone, deixou claro que sua demissão não afetou seu status como beneficiário do fundo fiduciário de Parton.
"Os co-administradores entrarão em contato com você e os demais beneficiários em breve a respeito de seus interesses como beneficiário do Fundo", dizia. "Todas as partes esperam que esta seja uma transição tranquila, e o grupo do fundo aguarda com expectativa a oportunidade de se comunicar com você como um dos beneficiários."
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.