"É como reencontrar um amigo que você não vê há muito tempo": Stefan Olsdal fala sobre o retorno do Placebo
Em entrevista exclusiva, o sueco revisita a criatividade, identidade e legado do grupo
Se a música alternativa dos anos 1990 fosse um filme de época, o figurino padrão seria feito de camisas xadrez largas e jeans rasgados. Mas, em 1996, figuras de unhas pintadas, delineador carregado e guitarras afinadas de forma herética decidiram que o tédio suburbano merecia um pouco de glamour, perversão e androginia. O Placebo não pediu licença para entrar no cenário musical britânico - eles arrombaram a porta da frente enquanto o britpop ainda tentava decidir qual pub era o mais autêntico.
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Três décadas se passaram, e o que era visto como uma afronta juvenil transformou-se em profecia. Em um mundo que finalmente aprendeu a debater a fluidez de gênero e a identidade fora das margens, o álbum de estreia da banda ganha uma nova vida com Placebo RE:CREATED. O projeto não é um tributo caça-níqueis e nem uma tentativa de corrigir o passado, mas sim um acerto de contas artístico.
É a maturidade de 2026 abraçando a urgência crua de 30 anos atrás, provando que aquelas canções estavam apenas esperando a tecnologia e a experiência da banda alcançarem o que já estava em suas cabeças.
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