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Walter Parazaider, fundador do Chicago, morre aos 81 anos

Lendário instrumentista deixa um legado inesquecível após batalha contra o Alzheimer

17 jun 2026 - 13h16
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Walter Parazaider, fundador do Chicago, morre aos 81 anos
Walter Parazaider, fundador do Chicago, morre aos 81 anos
Foto: The Music Journal

O mundo da música lamenta a partida de Walter Parazaider, o coração pulsante por trás dos sopros icônicos do Chicago. Aos 81 anos, o co-fundador da banda faleceu após uma batalha de seis anos contra o Alzheimer, conforme confirmado por sua esposa, JacLynn Parazaider, ao TMZ nesta quarta-feira (17)).

A notícia, que abalou fãs e a indústria, revela o fim de uma era para um dos instrumentistas mais versáteis e influentes do rock progressivo e do soft rock.

JacLynn Parazaider compartilhou a dor e a admiração pela resiliência do marido. "Ele lutou bravamente contra o Alzheimer e, infelizmente, sua luta terminou esta noite", disse ela, com a voz embargada pela emoção.

O casal, que celebrou 59 anos de união, construiu uma vida repleta de memórias, como a própria JacLynn destacou: "Com certeza vamos sentir muita falta dele... Estivemos casados por 59 anos e tivemos 59 anos maravilhosos." Uma declaração que transcende a perda e ressalta a profundidade de um amor que resistiu ao tempo e à doença.

Walter Parazaider não foi apenas um músico; ele foi um visionário. Em 1967, ao lado de Lee Loughnane e James Pankow, ele deu vida ao que viria a ser o Chicago, inicialmente batizado como The Big Thing. A formação original era uma orquestra de talentos, com Parazaider nos instrumentos de sopro, Loughnane no trompete, Pankow no trombone, Robert Lamm nos teclados e Peter Cetera no baixo.

Essa mistura inusitada de rock com uma poderosa seção de metais se tornou a marca registrada do grupo, redefinindo o som da música popular.

A maestria de Parazaider nos instrumentos de sopro era inegável. Sua flauta, saxofone, clarinete e, ocasionalmente, guitarra, contribuíram para a riqueza sonora que catapultou o Chicago ao estrelato. O solo de flauta em Colour My World é um testamento de sua sensibilidade e técnica, uma melodia que se tornou sinônimo de romantismo e lirismo.

Da mesma forma, o saxofone soprano em Just You 'n' Me, de 1973, demonstrava sua versatilidade e capacidade de emocionar em diferentes texturas musicais.

Um Legado de Hits Atemporais

Além de suas performances solo memoráveis, Walter Parazaider deixou sua marca em hinos do Chicago, como 25 or 6 to 4, Saturday In The Park e a balada imortal If You Leave Me Now. Sua contribuição ia além da execução; ele era parte integrante da identidade sonora que transformou a banda em um fenômeno global.

A aposentadoria, em 2017, após o desenvolvimento de um problema cardíaco, marcou o início de uma transição para o músico, que já sentia os primeiros sinais da doença que o levaria.

A influência de Walter Parazaider reverbera em cada nota e cada arranjo do Chicago, uma banda que vendeu milhões de discos e conquistou gerações de fãs. Sua visão de integrar os metais de forma tão proeminente no rock abriu caminho para inúmeros artistas e solidificou o lugar do grupo na história da música. Ele deixa não apenas uma discografia impressionante, mas também a memória de um talento singular e de um espírito incansável.

A partida de Parazaider é um lembrete agridoce da fragilidade da vida e da eternidade da arte. Ele deixa sua esposa, JacLynn, e suas duas filhas, Laura e Felicia, e um legado musical que continuará a inspirar e a embalar sonhos em todo o mundo.

O som de seu saxofone e sua flauta pode ter silenciado, mas a melodia de sua contribuição para a música jamais será esquecida.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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