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Do 'passar o rodo' ao amor: Sarah Roston explora novas formas de se relacionar

Cantora mistura sertanejo psicodélico, R&B, afrobeat, bachata e ritmos brasileiros em projeto viabilizado pelo ProAC

20 ago 2026 - 17h40
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Resumo
Com quase 12 anos de carreira, Sarah Roston lançou o álbum autoral "Sensível ao Toque", projeto viabilizado pelo ProAC que já supera 100 mil reproduções. Criado com seu irmão Saulo Roston e mais de 60 profissionais, o disco mistura ritmos como R&B, sertanejo psicodélico e afrobeat. Em tom autobiográfico, a obra reflete sobre as relações contemporâneas, traçando uma jornada que vai da liberdade sexual e do desapego até a redescoberta do amor e de conexões mais profundas.

Com quase 12 anos de carreira, Sarah Roston vive uma nova fase com o lançamento de seu álbum autoral, Sensível ao Toque. O projeto já ultrapassou 100 mil reproduções e reúne experiências pessoais, diferentes referências musicais e reflexões sobre as relações contemporâneas.

Sarah Roston
Sarah Roston
Foto: Reprodução/Instagram / Rolling Stone Brasil

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"Esse álbum é um suco de mim. Tem um pouco de tudo", define a artista, que morou em oito cidades brasileiras, incluindo Rio Branco, no Acre, e cidades do Mato Grosso. Essa trajetória influenciou diretamente a sonoridade do disco, que passeia pelo sertanejo psicodélico, R&B, afrobeat, bachata, arrocha e grooves brasileiros.

Do desejo ao amor

O álbum também apresenta uma jornada sobre relacionamentos. As primeiras faixas exploram desejo, liberdade sexual e a possibilidade de "passar o rodo". Aos poucos, porém, a narrativa chega ao questionamento sobre relações sem definição e ao desejo de construir conexões mais profundas.

"Teve um momento de revolução sexual, todo mundo transando um monte, mas e aí? Qual é o próximo passo?", questiona Sarah.

A artista explica que o disco acompanha justamente essa transformação: da vontade de experimentar até a coragem de escolher amar. A faixa "Suquinho da Garota", por exemplo, retrata um relacionamento duradouro que ainda preserva paixão e desejo, enquanto "Iluminar" representa o momento de se entregar novamente ao amor.

"Quando você anda amando, você anda com um sol no peito."

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Um projeto viabilizado pelo ProAC

A produção do álbum ganhou estrutura por meio do ProAC, programa de incentivo à cultura do Estado de São Paulo. Sarah se inscreveu em 2024 e, inicialmente como segunda suplente, recebeu a confirmação da contemplação em 2025.

A artista conta que foram cerca de 800 projetos inscritos e que oito pessoas negras foram contempladas no estado de São Paulo. Para ela, o resultado reforçou a importância dos editais para artistas independentes e possibilitou colocar em prática a pesquisa sonora que havia desenvolvido para o álbum.

A notícia também chegou de forma inesperada. Segundo Sarah, ela havia sonhado com imagens ritualísticas e coroas poucos dias antes de receber a mensagem de que o projeto havia sido aprovado.

"Eu ajoelhei no chão, comecei a chorar", lembra.

Com o financiamento, o projeto envolveu mais de 60 profissionais, entre músicos, equipe de estúdio e audiovisual, além de assessoria e estrutura para os shows.

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Música feita em família

A construção do disco também contou com a participação do irmão da cantora, Saulo Roston, músico que venceu o reality Ídolos. Os dois trabalharam juntos na composição e na construção da sonoridade.

"Eu falo que é um álbum nosso", afirma Sarah.

Para ela, ter ao lado alguém que conhece profundamente sua trajetória ajudou a enfrentar as dúvidas e os desafios do processo criativo.

Agora, com o álbum lançado e novos shows sendo articulados, Sarah pretende ampliar a conexão com o público. Ela também adianta a participação em um projeto musical sobre futebol, com uma faixa dedicada a Zagallo, além de novos trabalhos e remixes de Sensível ao Toque.

Mais do que apresentar um novo repertório, a cantora vê o disco como o início de uma fase mais autoral. "Espero que as pessoas encontrem nele fôlego, vida, dança".

Confira a entrevista completa:

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