Deep Purple tem shows marcados até o final de 2026
Nos últimos anos, surgiram especulações sobre o possível fim das atividades do Deep Purple, especialmente após mudanças na formação, como a substituição do guitarrista Steve Morse por Simon McBride. Apesar dessas especulações, a banda continua uma das mais ativas na estrada, mesmo com seus membros em idade avançada, e não há sinais de que isso vá mudar em breve.
Durante uma entrevista ao programa Trunk Nation, o vocalista Ian Gillan foi questionado sobre a possibilidade de aposentadoria da banda, especialmente considerando a turnê The Long Goodbye, realizada entre 2017 e 2019.
Gillan revelou que o nome da turnê foi mais uma jogada de marketing do que um verdadeiro indício de despedida. "O nome foi uma piada dos promotores. Alguém disse: 'Temos que vender mais ingressos', então sugeriram uma turnê de despedida. Mas resolvemos chamá-la de 'o longo adeus', dando ênfase à palavra longo", explicou o cantor, destacando o tom enigmático da escolha.
Ele também deixou claro que a aposentadoria está longe dos planos da banda. "Não há intenção de parar. Estamos agendados até o final de 2026, com vários projetos planejados para o Deep Purple. Espero que ainda tenhamos muitos anos pela frente", afirmou o vocalista, que também mencionou estar trabalhando em um projeto solo paralelo.
Os fãs brasileiros terão a chance de ver a banda ao vivo em setembro de 2024, quando o Deep Purple retorna ao Brasil para dois shows. A primeira apresentação ocorrerá no dia 13 em São Paulo, no Espaço Unimed, seguida de uma participação no Rock in Rio, onde a banda será a atração principal do Palco Sunset no dia 15 de setembro.
Além do Deep Purple, o festival contará com shows de Incubus, Planet Hemp com Pitty, Avenged Sevenfold, Evanescence, Journey, e Os Paralamas do Sucesso.
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Deep Purple fala sobre turnê e o novo álbum '=1'
O Deep Purple discutiu sua turnê e o lançamento do novo álbum =1 em uma entrevista à Billboard. A banda de hard rock, originada em Londres, passou por várias mudanças de formação ao longo dos seus 46 anos de carreira.
"Não podemos parar", declarou o baixista Roger Glover à publicação. "Amamos o que fazemos, esse é o ponto principal. E tivemos a sorte de continuar. Muitas bandas não têm essa oportunidade… bem, eu não acompanho muito outras bandas, mas para nós, essa tem sido a realidade", comentou.
Glover, que está na casa dos 70 anos (com 78 anos), observou que todos os membros da banda, exceto o novo guitarrista, estão em idades avançadas. "Ele [o guitarrista] trouxe uma energia nova para a banda. Talvez estivéssemos precisando de um pouco mais de energia - mas não acho que faltava muito", refletiu.
Ele descreveu o processo de composição como algo orgânico, comparando-o a preencher uma tela em branco com sons. As músicas não são pré-escritas; elas evoluem a partir das ideias e contribuições de cada membro.
"Alguém começa um riff, e pensamos, 'Isso é bom. E se mudássemos para um F aqui… ou um B bemol?' Depois de definir a parte instrumental, Ian Gillan e eu trabalhamos nas letras e melodias. Obviamente, elas não surgem do nada. Nós realmente nos dedicamos a isso", revelou.
O baixista mencionou que algumas faixas do álbum, como Bleeding Obvious, que encerra o disco, foram particularmente desafiadoras e exigiram "muito trabalho" para serem finalizadas. O Deep Purple se apresenta em São Paulo no dia 13 de setembro e, dois dias depois, toca no Rock in Rio.