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Courtney Love revela que 'quase morreu' em 2019 devido a doença misteriosa

A cantora também afirmou que seu próximo álbum, o primeiro desde 2010, está 'quase pronto'

15 ago 2026 - 15h31
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Uma reunião do Hole pode não acontecer, mas Courtney Love continua se preparando para lançar novas músicas. A cantora deu notícias sobre seu próximo álbum e falou abertamente sobre um problema de saúde que enfrentou em 2019.

Courtney Love
Courtney Love
Foto: Getty Images / Rolling Stone Brasil

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"Vou me desconectar das redes sociais porque preciso me dedicar a algumas coisas analógicas por algumas semanas", disse Love em um vídeo postado no Instagram. "Muitos de vocês estão perguntando sobre o meu disco. Ele está pronto. Ou melhor, já está quase pronto. É um disco muito bom. Me dediquei bastante a ele."

Depois, a cantora falou sobre sua mudança de Los Angeles para Londres em 2019 e sobre como adoeceu gravemente na época. Embora não tenha dado detalhes exatos sobre o que a afligia, Love disse que seu corpo simplesmente "explodiu" e que ela frequentemente era hospitalizada. "Eu quase morri", disse. "Perdi todo o meu cabelo. Eu pesava cerca de 45 quilos. E me disseram que eu ia morrer. Eu não acreditei neles."

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Um post compartilhado por Courtney Love Cobain (@courtneylove)

Love então detalhou eventos de sua infância, quando "quebrava os padrões dos adultos", e como ela acha que essas memórias influenciaram o disco. "Eles diziam que vermelho era azul, e aí eu via azul. Mas azul era azul. Então eu me convencia de que talvez eles estivessem certos, e que vermelho era azul... e minha cabeça explodia. Tipo, que se dane, aguentem essa merda. Acho que alguns de vocês se identificam com isso."

"Enfim", acrescentou, "eu nunca perdi a capacidade de ver que vermelho era vermelho, apesar de me dizerem que vermelho era azul. Então, quando disseram que eu ia morrer, simplesmente não acreditei. E de alguma forma, melhorei. Estou saudável, o que é incrível."

Ela concluiu o vídeo fazendo referência ao último álbum do Hole, Nobody's Daughter, de 2010, que foi um fracasso. "Uma experiência extremamente humilhante", comentou. "Tipo, tocar num Pizza Hut Park às 11 da manhã enquanto o Limp Bizkit era a atração principal junto com o 30 Seconds to Mars. Isso é humilhante mesmo."

Refletindo sobre como dar início à sua nova era, Love compartilhou sua perspectiva sobre o quão incrível a música está atualmente: "As pessoas soam muito bem ao vivo", disse. "As garotas são incríveis. É tudo incrível. Eu só preciso entender como fazer isso. Eu voltarei."

Love se manteve ocupada no último ano. Recentemente, ela foi tema de Antiheroine, documentário dirigido por Edward Lovelace e James Hall que estreou no Festival de Sundance em janeiro. E, como revelou a legenda de sua publicação no Instagram, ela tem trabalhado com diversos colaboradores em seu próximo álbum, desde Billie Joe Armstrong, do Green Day, até seu amigo de longa data, Michael Stipe. "Quero fazer turnês mais do que qualquer coisa, e quero cantar", escreveu . "É isso que mantém minha alma e meu corpo felizes."

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Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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