Charli XCX nega que novo álbum seja de rock e explica verso que provocou resposta de Madonna
Em entrevista à Rolling Stone EUA, a cantora britânica falou sobre 'Music, Fashion, Film', previsto para julho, e reforçou que nunca disse que faria um disco de rock
Charli XCX está cansada de responder sobre o mesmo assunto — e decidiu ser direta. Em entrevista à Rolling Stone EUA, a artista voltou a negar que seu próximo álbum, Music, Fashion, Film, previsto para 24 de julho, seja um trabalho de rock. A confusão começou quando ela compartilhou com a British Vogue trechos da letra de "Rock Music", single do projeto, o que alimentou especulações sobre uma virada sonora mais pesada.
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"Obviamente sei que houve muita conversa sobre eu estar fazendo um álbum de rock, o que é algo que nunca disse. Nunca pensei em gênero de forma binária. Acho isso uma noção muito antiquada. Não sei nem qual é o gênero. Somos só eu, A.G. Cook e Finn Keane fazendo a nossa coisa", afirmou.
A letra de "Rock Music" também gerou uma reação inesperada de Madonna. O verso "Acho que a pista de dança está morta, então agora estamos fazendo rock music" chegou aos ouvidos da rainha do pop, que se prepara para lançar Confessions II (2026) — sequência de Confessions on a Dance Floor (2005) —, e provocou uma resposta direta: "Se a sua pista de dança parece morta, talvez você esteja tocando a música errada".
Charli não se esquivou do comentário e explicou o que quis dizer: "Essa letra fala muito sobre minha relação com Brat e minha experiência pessoal com aquele álbum. Meu marido (George Daniel, do The 1975) comanda um selo de música dance. Tem havido uma riqueza incrível de discos eletrônicos saindo recentemente, seja de Slayyyter, Underscores ou PinkPantheress. A música dance está em um momento incrível".
A capa de Music, Fashion, Film também gerou debate. A imagem reúne três figuras com as quais Charli diz ter conexões pessoais: o músico e compositor John Cale — cofundador do Velvet Underground, com quem ela colaborou na trilha de Wuthering Heights —, o estilista Marc Jacobs e o diretor Martin Scorsese.
"Houve muita discussão sobre quem deveria estar na capa final, mas acabei escolhendo pessoas com as quais tenho conexões pessoais", explicou.
Apesar do carinho declarado pelo Velvet Underground, Charli foi clara sobre os limites dessa referência no novo disco: "Falei muito sobre amar Lou Reed e John Cale e o Velvet Underground. Mas diria que o disco soa como qualquer um deles? Não".
Dois singles já foram lançados do álbum: "Rock Music", com guitarras cruas e diretas, e "SS26", de pegada mais agressiva. O conjunto indica que Charli está deliberadamente se afastando da sonoridade de Brat — algo que ela já havia sinalizado publicamente — sem, no entanto, se amarrar a um gênero específico.
"Quando faço música, penso menos em outras músicas como referência. Eu me fecho, e a gente escapa para o nosso próprio mundo", disse sobre o processo criativo com Cook e Keane.
Além do álbum, Charli XCX tem uma agenda movimentada nos próximos meses. Em agosto, ela estreia como headliner no Reading & Leeds Festival, dividindo o topo do cartaz com Fontaines D.C., Raye, Florence + The Machine, Dave e Chase & Status. Music, Fashion, Film chega às plataformas em 24 de julho.
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