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Céline Dion se emociona em retorno aos palcos: 'Prometi a mim mesma que não choraria'

A cantora, que não se apresentava há seis anos, retornou para residência de 16 shows em Paris; confira detalhes da primeira noite

14 set 2026 - 15h00
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Resumo
Céline Dion emocionou 30 mil fãs em Paris no seu primeiro show completo em seis anos, iniciando uma residência de 16 apresentações na Plenitude Arena. Afastada dos palcos desde o diagnóstico da síndrome da pessoa rígida em 2022, a cantora de 58 anos celebrou sua superação cantando grandes sucessos por quase duas horas e meia. Com ingressos disputados e datas extras para 2027, o grandioso espetáculo deve gerar um impacto econômico histórico estimado em 1 bilhão de euros para a França.

Céline Dion fez seu primeiro show completo em seis anos no último sábado, 12, em Paris, dando início à uma residência de 16 noites na Plenitude Arena (antiga La Défense Arena). "Eu havia prometido a mim mesma que não choraria", confessou Dion aos cerca de 30 mil espectadores presentes na noite de estreia. "Mas estou tão feliz em ver todos vocês. Senti saudades. Vou cantar, como vocês, sem chorar."

Celine Dion em noite de abertura de residência em Paris, em 12 de setembro
Celine Dion em noite de abertura de residência em Paris, em 12 de setembro
Foto: Samir Hussein/WireImage / Rolling Stone Brasil

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Após apresentar sua primeira música do show, "On ne change pas", ela disse: "Aqui estamos… Estou em pé no palco desta cidade que tanto amo, graças ao apoio e ao carinho de vocês."

Em 2022, Dion foi diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida, uma rara condição neurológica que causa rigidez e espasmos musculares. Desde então, ela desapareceu dos holofotes — o documentário da Amazon PrimeEu Sou Celine Dion (2024), retrata sua jornada.

"Tenho que admitir, porém, que o caminho foi árduo. A jornada foi mais longa do que o esperado, com paradas não planejadas ao longo do percurso", acrescentou. "Mas eu perseverei. Um tênue raio de luz à distância, no meio das montanhas. Eu acreditei. E aqui está. O sol — o sol está aqui. O sol, bem na minha frente".

Ao longo de quase  duas horas e meia de apresentação, Dion, hoje com 58 anos, apresentou os maiores sucessos da carreira, como "The Power of Love", "Because You Loved Me", "Pour que tu m'aimes encore", "All By Myself", "I'm Alive" e "My Heart Will Go On". Assista um trecho:

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Dion refletiu sobre sua batalha contra a síndrome da pessoa rígida e sobre a imprevisibilidade da vida. "Convivendo com [essa doença] dia após dia, acabei me conformando. E decidi fazer disso a minha razão de viver", explicou. "Mas olhem ao redor — bem aqui nesta sala — não sabemos o que a pessoa ao nosso lado está passando. Há pessoas enfrentando dificuldades, luto e tristeza. Há pessoas irradiando energia e alegria".

"Então, vamos pegar essa energia e compartilhá-la. É para isso que serve a música. Esta noite, vamos cantar, dançar e celebrar."

A produção do show foi idealizada por Willo Perron, diretor criativo franco-canadense vencedor do Grammy que já trabalhou com Rihanna, Drake e Beyoncé. Segundo comunicado, a ideia era construir uma "metáfora visual para os capítulos da carreira [de Dion] e o momento de fechamento de ciclo de seu retorno aos palcos em Paris". A noite incluiu diversas trocas de figurino, interlúdios visuais e um cenário cinematográfico.

Ao final da apresentação, Dion prestou homenagem à sua "equipe incrível". "Há centenas de pessoas que vocês não podem ver — nos bastidores, nas laterais, em todos os lugares. Obrigada a todos, porque nós fizemos este show acontecer", disse. Virando-se para a plateia, ela acrescentou: "E a todos vocês, eu amo vocês. Cuidem-se. Se cuidem bem. Estou muito feliz por estar aqui. Obrigada por aceitarem meu convite. Amo vocês, meus queridos."

Além do impacto cultural do retorno da cantora, é esperado que a residência de Dion em Paris tenha um impacto econômico significativo. O jornal francês Libération dedicou a capa ao evento, acompanhada pela manchete: "Celine Dion — será que ela vai salvar o orçamento de 2027?" (via Variety).

A expectativa é que os shows gerem uma receita de € 1 bilhão para a França (aproximadamente R$ 5,95 bilhões, na cotação atual do euro), quatro vezes mais do que os shows de Beyoncé em Paris em 2025 e aproximadamente um quinto da arrecadação dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Os shows de Dion em Paris estavam originalmente agendados para 2020, como parte de sua turnê mundial Courage, mas foram adiados devido à pandemia da Covid-19 e, posteriormente, adiados novamente por conta dos problemas de saúde da cantora.

As apresentações irão acontecer ao longo de um mês, às quartas, sextas e sábados, começando em 12 de setembro e terminando em 17 de outubro. Depois, a artista retornará para 10 shows adicionais — incluídos após uma demanda recorde de ingressos — entre 8 e 29 de maio de 2027

Embora a residência marque seus primeiros shows como atração principal em seis anos, Dion fez pequenas aparições públicas em ocasiões especiais. Ela apresentou "Hymne à L'amour", de Édith Piaf, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, e apresentou "The Power of Love" e "I'm Alive" no desfile de moda 1001 Seasons of Elie Saab, na Arábia Saudita.

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