C6 Fest: Cameron Winter, catarse, humanidade
Devaneios sobre um momento que se tornará um marco
Escrever sobre a apresentação de Cameron Winter em terras paulistanas mesmo depois de dois/três dias ainda emociona. Provavelmente, menos de 365 dias arrastaram o frontman do Geese do anonimato dos porões direto para o centro dos holofotes globais, e o cenário alternativo ganhou um fôlego perigoso com isso. Existe muita discussão sobre o imediatismo da indústria fonográfica atual, ou sobre a qualidade do trabalho que Cameron apresenta e a ideia aqui não é debater métricas de engajamento - entretanto, não há como negar: pouquíssimos artistas conseguiriam sustentar um espetáculo inteiro baseando-se apenas na crueza de suas próprias crises confessionais, disfarçadas em composições que perfuram a pele do ouvinte que se depara com seu trabalho.
🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @centralsonora.
O prenúncio desse culto urbano já se destacava nos arredores do auditório do Ibirapuera: camisas de bandas de garagem, reverências estéticas a poetas malditos do folk e uma juventude que parecia carregar dores coletivas no peito. A cidade absorvia aquela névoa antes mesmo do primeiro acorde.
Continua após o vídeo
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.