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Os Beatles conseguiam fazer uma música em 20 minutos, diz Paul McCartney

McCartney e John Lennon trabalharam juntos na maioria das canções; vocalista comenta sobre a relação criativa do grupo

13 jun 2026 - 14h04
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Paul McCartney começou sua carreira em Liverpool, juntando-se a John Lennon na banda precursora dos Beatles, os Quarrymen, em 1957, com apenas 15 anos de idade. No auge de sua carreira como baixista, vocalista e principal compositor dos Beatles, que durou de 1960 a 1970, ele escreveu clássicos como "Hey Jude", "Let It Be" e "Yesterday". Segundo McCartney, a química entre os integrantes teve muito a ver com o sucesso da banda: eles conseguiam criar músicas em menos de uma hora.

John Lennon e Paul McCartney em 1968
John Lennon e Paul McCartney em 1968
Foto: Don Paulsen / Michael Ochs Archives / Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Em entrevista a Tom Holland, do programa The Rest Is History, McCartney explicou que ele e Lennon trabalharam juntos na maioria das canções. "Nós chegávamos aqui na segunda-feira de manhã, digamos, se fôssemos gravar durante a semana, e no começo, basicamente, seríamos eu e o John", disse (via ChatSheet). "Tínhamos acabado de compor algo na semana anterior, algumas músicas, e chegávamos, e todo mundo se reunia às 10h, 10h30 da manhã. E o George Martin dizia: 'OK, o que vocês vão fazer?' E nós respondíamos: 'Ah, bem, essa aqui.' E tocávamos."

Segundo o músico, George Harrison (guitarra) e Ringo Starr (bateria) sempre souberam o tipo de som que queriam alcançar. "Eu e o John, com dois violões, tocávamos a música", explicou. "O George olhava e dizia: 'OK'. Porque imediatamente ele sabia o que nós sabíamos. Tínhamos aprendido tudo juntos. O Ringo batucava um ritmo, e nós confiávamos que ele saberia o que fazer. E aí, 20 minutos depois, estávamos gravando aquela música que ninguém nunca tinha ouvido, nem mesmo o produtor."

A relação criativa entre Paul e John

Em entrevista para o documentário Paul McCartney: Man on the Run, o filho de John, Sean Lennon, comentou sobre a relação entre os astros, dizendo que eles tinham uma "química única em um milênio". "Acho que dificilmente veremos algo parecido", afirmou.

Este não é o primeiro relato sobre o assunto: um ex-colega de classe disse que a influência de McCartney no humor de Lennon era inegável. "Paul parecia dar vida a John quando estavam juntos", comentou Helen Anderson no livro Paul McCartney: The Life, de Philip Norman.

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