Black Pantera agora é queridinho do sistema? A resposta da banda
Vocalista e guitarrista Charles Gama garante que grupo ocupa espaços oferecidos pela indústria sem abandonar suas raízes underground
Em alta no Brasil, o trio mineiro Black Pantera equilibra o sucesso comercial com suas raízes independentes. Com temática antirracista, a banda tocou no Rock in Rio 2026, mas reafirma sua presença no underground ao agendar apresentações na rua, mantendo sua essência combativa acessível aos jovens. Consolidando sua projeção na indústria musical, o grupo foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa pelo disco gravado no Circo Voador.
Poucos artistas de rock ganharam holofotes no Brasil nos últimos anos quanto o Black Pantera. Em meio a tamanho destaque, o trio mineiro de crossover thrash com temática antirracista foi uma das atrações do Rock in Rio 2026 no último dia 5 de setembro, como parte da tradicional programação de metal. Antes disso, estiveram em outros grandes festivais e premiações.
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Esse sucesso traz perguntas, a principal delas sendo: existe algum risco de uma banda tão baseada no confronto perder sua essência, em meio a todo esse apreço por parte da indústria musical?
Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, nos bastidores do Rock in Rio, os integrantes reconheceram estar ocupando dois espaços atualmente: tanto mainstream quanto underground. Segundo o vocalista e guitarrista Charles Gama, isso é vital para a mensagem do grupo:
"O que a gente passa todos esses anos é o que todo molequinho que nos vê hoje também passa. Eu imagino o impacto do Black Pantera pra aquele moleque que nos vê hoje na televisão. Ele pode ter certeza que não vai ser impossível ver a gente. Porque provavelmente a gente pode estar lá no quintal da casa dele em breve. Estamos no underground também."
E não é apenas discurso. Charles aludiu ao fato que o próximo show do Black Pantera após o Rock in Rio seria no Festival Ferrock, um evento independente em Ceilândia, no Distrito Federal:
"Estamos aqui, mas segunda-feira a gente toca num rolê totalmente underground, na rua. Do jeito que a gente gosta, do jeito que a banda foi forjada. Então é muito prazeroso ter esses dois mundos, mas sempre temos o pé no chão."
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Black Pantera indicado ao Grammy Latino
Nesta quarta-feira, 16, o Black Pantera recebeu sua primeira indicação ao Grammy Latino. A banda concorre a Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa pelo disco ao vivo Resistência! Ao Vivo no Circo Voador (2026).
Os outros trabalhos competindo pelo prêmio são Let It Burn / Deixa Arder, do cantor Chico Chico; Rádio Love Nacional, do Detonautas; foto em grupo, do FOTO EM GRUPO; e CARRANCA, da cantora Urias.
A cerimônia acontece em 12 de novembro de 2026, uma quinta-feira, na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, Estados Unidos.
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