Amy Lee, do Evanescence, ataca redes sociais e ecoa alerta de Madonna: "Suga a alma"
O Evanescence está com álbum novo e traz nele um manifesto urgente sobre o esgotamento da nossa sociedade digital. Em uma entrevista ao programa CBC's Q com Tom Power para promover o sexto disco de estúdio da banda, "Sanctuary", a vocalista Amy Lee não poupou críticas ao impacto devastador das redes sociais em nossa saúde […] O post Amy Lee, do Evanescence, ataca redes sociais e ecoa alerta de Madonna: "Suga a alma" apareceu primeiro em POPline.
O Evanescence está com álbum novo e traz nele um manifesto urgente sobre o esgotamento da nossa sociedade digital. Em uma entrevista ao programa CBC's Q com Tom Power para promover o sexto disco de estúdio da banda, "Sanctuary", a vocalista Amy Lee não poupou críticas ao impacto devastador das redes sociais em nossa saúde mental.
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Ao analisar o cenário atual da internet, a frontwoman usou uma metáfora sombria que resume o sentimento de milhões de usuários:
"As redes sociais são um vampiro. Elas simplesmente sugam a sua alma, o seu tempo e a sua energia."
O "efeito Madonna" e a exaustão coletiva
O forte desabafo de Amy Lee não acontece no vácuo e ecoa uma percepção que tem ganhado coro entre os maiores nomes da música global. Recentemente, Madonna também chamou a atenção do público ao revelar à Interview Magazine o limite drástico de apenas 10 minutos que se impõe no Instagram para evitar crises depressivas, questionando o poder que a sociedade dá a essa "entidade inexistente".
"Se fico no Instagram por mais de 10 minutos, fico deprimida, e eu não quero ir para esse lugar. Por que estou dando a essa entidade inexistente poder sobre a minha alma, meu cérebro, minha visão de mim mesma e minha visão do mundo?", questionou a Rainha do Pop.
Para a líder do Evanescence, o diagnóstico desse colapso vai muito além do feed. Ela aponta três fatores críticos que moldam a nossa exaustão atual:
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Propaganda e desinformação: A enxurrada de notícias falsas que distorce o nosso senso de realidade.
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O avanço agressivo da IA: Um ecossistema inundado por conteúdos cada vez mais artificiais, robóticos e plásticos.
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Falta de conexão real: A falsa narrativa de que "ninguém se importa e que você está sozinho", o que induz as pessoas a desistirem de interações verdadeiras.
O álbum "Sanctuary" como resposta ao mundo dos algoritmos
Se a era digital tenta isolar e fragmentar o público, o Evanescence usa o peso do rock como uma ferramenta de reconexão. "Sanctuary" já vem sendo apontado por parte dos fãs como o trabalho mais poderoso e visceral do grupo desde o histórico disco de estreia da banda, lançado em 2003.
A faixa de trabalho "Who Will You Follow" resume essa rebeldia em suas guitarras pesadas. De acordo com Amy Lee, a música nasceu justamente do desejo de romper as mentiras do cotidiano, quebrar a "Matrix" das telas e resgatar a nossa essência humana antes que sejamos completamente engolidos pela superficialidade online.
Apesar do tom combativo e realista, o objetivo final do Evanescence passa longe do isolamento ou do niilismo. Vivendo uma fase de pura renovação criativa e disposta a assumir riscos artísticos aos 23 anos de carreira, Amy Lee quer usar as novas composições para abraçar e reerguer quem se sente sufocado pela vida online.
"Não é desesperador. Nós temos o poder. Existem tantas pessoas com corações enormes que querem algo melhor para si mesmas, para seus filhos e para o futuro. Quero usar nossa música para inspirar essas pessoas e dizer: 'Nós estamos bem aqui com vocês'."
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