A rara declaração de Phoebe Bridgers sobre influências de 'Lost Weekend'
Cantora e compositora evitou dar entrevistas sobre seu novo álbum, mas se abriu a fãs durante evento de audição em Los Angeles
Phoebe Bridgers lançou na última sexta-feira, 14, seu novo álbum solo, Lost Weekend. Não se sabe muito sobre os bastidores da produção ou as inspirações por trás do trabalho. Uma das razões reside na cantora ter evitado o ciclo tradicional de entrevistas.
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Todavia, alguns fãs conseguiram informações valiosas durante um evento promocional. Segundo reportagem da Variety, Bridgers organizou uma festa de audição de Lost Weekend no último dia 11, na pista de patinação Moonlight Rollerway, em Glendale, na grande Los Angeles.
No meio do evento, a cantora respondeu perguntas dos presentes. Quando alguém quis saber de influências artísticas do álbum, Phoebe ficou feliz de elaborar rapidamente:
"Bem, há esse filme chamado Lost Weekend [Farrapo Humano no Brasil, dirigido por Billy Wilder], que é sobre alcoólatras e seu estado meio de animação suspensa. Infelizmente, isso meio que combina com o álbum."
Sabe-se que as letras são inspiradas pela morte do pai da artista, em 2023. Mas ela não parou por aí. Após pensar mais um pouco, ela ofereceu mais uma inspiração, dessa vez diretamente ligada à música:
"Vocês conhecem The Lemon of Pink (2003), do The Books?"
https://www.youtube.com/watch?v=FHQrdULzgT8&list=RDFHQrdULzgT8&start_radio=1&pp=ygUbdGhlIGJvb2tzIFRoZSBMZW1vbiBvZiBQaW5roAcB
The Books foi uma dupla formada por Nick Zammuto e Paul De Jong, ativa entre 2000 e 2012. Os dois faziam uma mistura de música folk com samples eletrônicos e colagens sonoras.
The Lemon of Pink foi o segundo álbum de estúdio da banda, que ainda lançou os discos Thought For Food (2002), Lost and Safe (2005) e The Way Out (2010) antes de se separar para os integrantes focarem em outros projetos.
Phoebe Bridgers e 'Lost Weekend'
Em sua resenha sobre Lost Weekend para Rolling Stone Brasil, Gabriela Nangino chamou atenção para o aspecto experimental do álbum, que carrega influência forte do som de artistas como The Books. Entretanto, a honestidade e lirismo da cantora falam mais alto:
"Apesar de ser sonoramente mais imprevisível do que seus discos anteriores, PB3 mantém a melancolia no som e no lirismo característicos do indie-folk da artista, que navega por sentimentos complexos com completa honestidade — provando, mais uma vez, sua capacidade impressionante de composição intimista."
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