Morto aos 32 anos, Erlan Bastos relatou primeiros sintomas em programa de TV: 'Estado de choque'
Jornalista comandava o Bora Amapá, na NCTV, afiliada da Band, e foi vítima de doença rara
O jornalista Erlan Bastos, conhecido por sua trajetória de superação e atuação no jornalismo, morreu aos 32 anos vítima de tuberculose peritoneal, uma doença rara, após relatar sintomas e buscas por atendimento em seu programa de TV.
Sepultado em Teresina, no Piauí, neste domingo, 18, o jornalista Erlan Bastos, que morreu aos 32 anos, havia relatado em seu programa ao vivo os primeiros sintomas da doença que o levaria a óbito.
Responsável por comandar o Bora Amapá na NCTV, afiliada da Band, Bastos sinalizou que, há cerca de um mês, chegou a Macapá com um 'inchaço na barriga e suando muito'. Embora tenha procurado uma UPA e tomado remédio para gases, voltou à unidade de saúde para pedir por exames.
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"Na terceira vez, pedi: 'Doutor, por favor, peça um exame de sangue' porque não estava normal", disse o jornalista. Na hora que foi para retornar, já era uma outra médica. Ela olha e fala: 'Teve uma pequena alteração no seu fígado, mas nada de mais, pode voltar para casa'. No dia seguinte eu voltei a passar mal novamente e, pela quarta vez, eu volto pra UPA".
Na sequência, Erlan afirmou que ao retornar para a unidade de saúde ficou surpreso com a resposta que obteve dos médicos.
"O médico olha e fala bem assim: 'Você tem que ir pro HE [Hospital de Emergência] agora porque você está com uma infecção' (…) Naquela hora, fiquei em estado de choque, porque no dia anterior eu tinha passado por uma médica, que viu os mesmíssimos exames e me mandou pra casa. Fui para o HE e me internaram imediatamente, e passei quatro dias".
Erlan foi diagnosticado com tuberculose peritoneal, uma forma rara da doença. Ele não resistiu e faleceu no sábado, 17, deixando a mãe, Elândia, irmãos e o companheiro.
O jornalista era conhecido por suas opiniões fortes, atuação no jornalismo de bastidores e grande alcance nas redes sociais. Nascido em uma família com poucos recursos em Manaus, chegou a trabalhar como catador de latinhas na infância. Mais tarde, mudou-se para São Paulo em busca de melhores oportunidades. Ao chegar na cidade viveu em situação de rua por cerca de três meses.
Formou-se em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e passou por veículos como Rede TV!, Record, SBT, Rádio Tupi e Rádio Bandeirantes.