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Luis Rojas Marcos, 82 anos, psiquiatra: 'É preciso cultivar o senso de humor para chegar bem ao fim da vida'

Rir de si mesmo não é um capricho de caráter, é uma estratégia de sobrevivência

21 ago 2026 - 10h28
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Resumo
O renomado psiquiatra Luis Rojas Marcos defende que o senso de humor e a curiosidade são determinantes para envelhecer bem e prolongar a vida, superando até a genética. Tratado como ferramenta clínica e mecanismo de defesa psicológica, o bom humor ajuda a metabolizar adversidades e amenizar cargas emocionais, gerando impactos positivos comprovados na saúde física, mental e social.
Luis Rojas Marcos, 82 anos, psiquiatra: 'É preciso cultivar o senso de humor para chegar bem ao fim da vida'.
Luis Rojas Marcos, 82 anos, psiquiatra: 'É preciso cultivar o senso de humor para chegar bem ao fim da vida'.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

O bom humor não é apenas uma forma agradável de encarar o dia: ele tem efeitos mensuráveis sobre a saúde física, mental e social. A psicologia, a neurociência e a medicina passam anos estudando como o humor influencia o nosso bem-estar, e os resultados apontam que rir e manter uma atitude positiva traz benefícios importantes.

E não são apenas aqueles gurus que abundam nas redes sociais que dizem isso. Especialistas de prestígio reconhecido, como Luis Rojas Marcos, também afirmam o mesmo. O psiquiatra sevilhano, autor de "El regalo de los años. Claves para envejecer felices", voltou a falar sobre longevidade e bem-estar emocional durante sua participação no podcast "Lo que Tú Digas", apresentado por Álex Fidalgo.

Durante a entrevista, a conversa girou, como costuma acontecer quando Rojas Marcos fala, em torno de duas ideias que ele costuma defender: que o humor é uma ferramenta clínica e que a curiosidade, mais do que a genética, é o que faz a diferença entre envelhecer bem ou mal.

O senso de humor prolonga a vida

Rojas Marcos não fala do humor como quem recomenda assistir a uma comédia para relaxar. Ele o apresenta como um mecanismo de defesa psicológica, algo que ajuda a metabolizar o que, de outra forma, seria insuportável. Rir das próprias limitações, diz ele, ou das incoerências da vida, não apenas alivia a carga emocional do momento, mas também deixa marcas positivas na saúde a médio prazo.

"O senso de humor prolonga a vida", afirma, apoiando-se em estudos realizados em conte...

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