Luciano Quirino relembra suas primeiras vezes no teatro e na TV: 'Foi a pior sensação da minha vida'
Intérprete do Dr. Carneiro em Êta Mundo Melhor!, Luciano Quirino celebra os momentos que marcaram o início de sua carreira
Luciano Quirino, ator em destaque em Êta Mundo Melhor!, revisita suas experiências mais marcantes e compartilha com a Contigo! as 'primeiras vezes' que moldaram sua trajetória artística. Das estreias nos palcos aos primeiros prêmios, cada lembrança transborda emoção, aprendizado e paixão pelo ofício.
Pisei em um palco...
"Foi na Escola Lourdes Ortiz, em Santos, minha cidade natal. Eu estava no ginásio e ainda não sabia direito onde colocar as mãos, se olhava para frente ou para o chão. Tinha a sensação de que a plateia inteira ouvia as batidas aceleradas do meu coração. Foi assustador e incrível ao mesmo tempo."
Que tive um 'branco' durante uma peça...
"Foi no espetáculo 6 Graus de Separação, em São Paulo. Foi a pior sensação da minha vida: falta de ar, como se eu estivesse me afogando, um desespero absoluto. Minha colega de cena, a atriz Ileana Kwasinski, virou-se para mim e disse: 'Você não quer se sentar?'. Na verdade, havia esquecido a marca, não o texto. Sentei e de repente o texto voltou inteiro. Ela me salvou. Ali aprendi a improvisar e percebi que o erro muitas vezes faz parte do acerto."
Fui aplaudido de pé...
"No espetáculo Emoções Baratas. Eu tinha 20 anos. Confesso que não sabia o que fazer. Parte de mim queria sair correndo do palco de tanta emoção, a outra, queria ficar ali para sempre. Não dormi naquela noite — os aplausos e a gritaria ecoavam na minha cabeça. Foi uma alegria imensa."
Fiz um teste de elenco...
"Entrei na sala achando que ia desmaiar antes mesmo de falar a primeira frase. Era para uma campanha publicitária para uma famosa marca de fast food. A produtora de elenco disse que seria importantíssimo para a minha carreira. Eu tinha 19 anos. Fui aprovado e passei uma semana gravando e cantando a musiquinha com mais 300 pessoas… e não apareci nem de costas no comercial. Embora frustrado, valeu a experiência: nos divertimos muito e comemos bastante."
Um diretor gritou comigo...
"Eu quase larguei tudo e gritei com ele também. Mas, como era a primeira vez, mantive a calma. Eu estava começando, e às vezes é só o caos do set. No dia seguinte, lá estava eu de novo — firme e forte — fazendo piada da situação."
Minha mãe me viu atuando...
"Foi inesquecível. O espetáculo era Emoções Baratas, em São Paulo, no Bar Avenida, dirigido por José Possi Neto. Ela me olhava com um misto de orgulho e espanto, como quem se perguntava: 'Esse menino é mesmo meu filho?'. No fim da peça, choramos juntos. Foi o aplauso mais valioso da minha vida."
Ganhei um prêmio...
"Foi o Troféu Raça Negra, no Theatro Municipal de São Paulo. Ali percebi que toda lágrima, todo frio na barriga, todo nervosismo tinha valido a pena. Foi como se todas as minhas primeiras vezes se juntassem em uma só. Pensei: 'Era por aqui mesmo'."
Vi meu rosto em um cartaz...
"Foi com a peça Maestro Selvagem, de Miriam Halfim, direção de Ary Coslov. Sentei na calçada e chorei, emocionado. Ver a própria imagem estampada na rua é como se dissessem: 'Você existe. E sua arte também'."
Fui reconhecido na rua...
"Senti uma mistura de vergonha e vaidade. Aconteceu no supermercado Eldorado, em Santos, no ano de 2000. Uma senhora se aproximou e disse: 'Eu te conheço de algum lugar…'. Eu sorri e respondi que era possível, pois estava no ar na novela das 9 da Globo. Ela sorriu de volta e, com desdém, disse: 'Engraçadinho…' [risos]. E era verdade: eu fazia um papel de destaque."
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