Ladrões levam obras de Renoir de museu no sul da França
Criminosos roubaram quatro pinturas de Pierre-Auguste Renoir de um museu em Cagnes-sur-Mer, na França, mas abandonaram duas telas durante a fuga ao serem surpreendidos pelo alarme. A ação rápida durou menos de cinco minutos e ocorreu em meio a uma onda recente de roubos a instituições culturais do país, levando o Ministério da Cultura francês a intensificar medidas para reforçar a segurança e proteger obras vulneráveis.
Autores do crime roubam quatro pinturas, mas acabam abandonando duas na fuga, em nova investida contra objetos valiosos expostos em museus do país.Ladrões roubaram nesta terça-feira (08/09) quatro quadros do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir de um pequeno museu na Riviera Francesa, mas abandonaram duas delas na fuga, disseram autoridades locais.
O roubo ocorreu num museuinstalado numa mansão situada nas colinas de Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, no sudeste da França, onde Renoir (1841-1919) viveu seus últimos anos.
A ação aconteceu pouco antes das 6h (horário local). Os autores do crime parecem ter aproveitado uma troca de turno para escapar à vigilância dos guardas, o que sugere que haviam escolhido especificamente aquele momento.
Segundo o prefeito local, a ação durou menos de cinco minutos. Ele relatou que os ladrões se assustaram com o alarme do museu e as sirenes da polícia e fugiram antes da chegada dos policiais.
Quatro obras roubadas
O prefeito disse que o grupo parecia estar bem equipado e bem informado. "Eles tinham uma serra para metal e cortaram os suportes que mantinham as molduras das obras de Renoir", detalhou. Imagens de câmeras de monitoramento mostram a presença de dois indivíduos no interior do museu.
Nada menos que quatro obras foram roubadas do conjunto de 12 pinturas originais do Museu Renoir: Retrato de Madame Stephen Pichon, Madame Colonna Romano, Coco lendo e uma obra inacabada, Jovem mulher junto ao poço.
A primeira delas não foi levada para muito longe: ela foi encontrada no jardim que cerca o museu. Mais tarde, ainda pela manhã, surgiu uma boa notícia: os ladrões haviam deixado para trás uma segunda pintura. Tratava-se de Coco lendo, um retrato mundialmente famoso do filho de Renoir.
Pintores no sul da França
Além do mobiliário original, o museu em Cagnes-sur-Mer, criado em 1960, expõe objetos que pertenceram a Renoir, incluindo seu cavalete e sua cadeira de rodas, bem como cerca de uma dúzia de pinturas originais, entre retratos, paisagens e nus, de acordo com o site do museu.
Atraídos pela luz, pelas paisagens e pela suavidade do clima mediterrâneo, diversos grandes artistas se estabeleceram no sul da França desde o final do século 19, encontrando ali inspiração. Entre eles estão Henri Matisse e Marc Chagall, em Nice, e Pablo Picasso, em Antibes e Vallauris.
Segurança em museus
O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois de uma ação semelhante no Museu do Louvre, no centro de Paris.
Em poucos minutos, oito joias da Coroa da França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugênia, recuperado mais tarde bastante danificado. O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o Louvre.
Depois disso, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade. No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix - datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, no leste de França - foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.
No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder. O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.
Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças das exposições dos museus. O objetivo é "guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança", explicou o ministério.
as/md (AFP, EFE, AP)
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