Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Ignis Lacrimosa: Magia e Romance em Uma Fantasia Intensa

14 set 2026 - 11h57
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Publicado pela Rocco, o livro de fantasia nacional *Ignis Lacrimosa*, de Helena Lopes, une magia, alquimia e dragões em um enredo envolvente. A trama acompanha a bruxa Zália Wika e o comandante Astero Messier, inimigos mortais forçados a um casamento político para conter uma maldição sombria. Com uma narrativa densa, a obra aposta nas dinâmicas de *enemies to lovers* e *slow burn*, destacando-se por personagens complexos, reviravoltas marcantes e um universo rico e bem estruturado.

Se você gosta de fantasia, romance e personagens complexos, Ignis Lacrimosa merece atenção. A obra de Helena Lopes, publicada pela Editora Rocco, combina magia, alquimia, dragões, necromancia e um romance em ritmo slow burn.

Foto: Divulgação / todateen

A escritora roraimense levou o lançamento à 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O romance, que já foi um sucesso quando lançado de forma independente, chega com edição revista e ampliada.

A história acompanha Zália Wika, uma princesa-bruxa que precisa se casar com seu maior inimigo. O escolhido é Astero Messier, um comandante alquímico conhecido como o assassino de bruxos.

A união não acontece por amor, mas sim de uma necessidade urgente. Uma maldição ameaça bruxos e alquímicos. Mulheres de diferentes regiões passam a dar à luz monstros. Enquanto o caos cresce, os dois povos precisam deixar uma rivalidade antiga de lado.

O casamento entre Zália e Astero seria o primeiro passo para essa aliança. O problema? Eles deveriam se odiar.

Ignis Lacrimosa aposta no enemies to lovers

A dinâmica entre Zália e Astero é um dos grandes atrativos de Ignis Lacrimosa. O livro utiliza uma das tropes mais populares das romantasias atuais: enemies to lovers. Só que Helena Lopes não transforma a relação em um romance instantâneo.

O sentimento cresce aos poucos. Por isso, o slow burn ocupa um espaço importante na narrativa. O relacionamento se desenvolve enquanto os protagonistas enfrentam conflitos pessoais e uma ameaça muito maior.

Astero também foge do estereótipo do inimigo cruel. Aos poucos, o personagem revela vulnerabilidades e uma história marcada por dor e abandono.

Já Zália mantém sua personalidade e seus objetivos. Ela não abandona tudo simplesmente porque se apaixonou. Esse é um dos pontos mais interessantes da protagonista!

Zália não vive apenas pelo romance

Em muitas histórias do gênero, o romance acaba dominando todas as decisões da protagonista. Em Ignis Lacrimosa, isso acontece de outra maneira.

Zália continua focada na família, no próprio povo e na vingança. Mesmo quando seus sentimentos por Astero mudam, ela não deixa de lado aquilo que acredita ser sua missão.

Esse equilíbrio torna a personagem mais interessante. Ela pode amar alguém sem deixar de ser movida pelos próprios desejos.

A força de Zália também está em suas contradições. Ela precisa lidar com o luto, a raiva e a culpa enquanto tenta decidir o que fazer com os sentimentos que surgem pelo homem que deveria odiar.

A fantasia é um dos pontos fortes de Ignis Lacrimosa

Se o romance chama atenção, o universo fantástico sustenta boa parte da experiência de leitura.

A história apresenta dois povos com culturas diferentes: os bruxos e os alquímicos. Além deles, a trama envolve necromantes, magia, maldições e um dragão ligado ao passado. O resultado é um universo amplo e cheio de elementos para explorar.

A construção da fantasia também ajuda a diferenciar o livro de uma história de romance com apenas alguns elementos mágicos. Aqui, a fantasia interfere diretamente na trama.

A rivalidade entre os povos movimenta a história. A Aflição coloca os reinos em risco. Os necromantes ampliam o conflito. O dragão acrescenta uma camada ainda mais fantástica à narrativa.

Tudo isso cria uma sensação de que existe uma história maior acontecendo além do casal.

Os plot twists deixam a história mais interessante

Outro destaque de Ignis Lacrimosa são as reviravoltas. A trama apresenta informações aos poucos e deixa algumas respostas para momentos posteriores. Assim, detalhes aparentemente pequenos podem ganhar importância mais adiante.

Essa estrutura ajuda a manter a curiosidade. Quando uma informação parece não ter tanta relevância, existe a possibilidade de ela voltar mais tarde. Isso faz com que o leitor preste atenção aos acontecimentos e tente antecipar os próximos passos.

Os plot twists são uma das grandes forças da obra. Helena Lopes constrói a história para que diferentes peças se encaixem ao longo da narrativa. Em vários momentos, uma descoberta muda a maneira de enxergar acontecimentos anteriores.

Ambi e Ônixa também merecem destaque

E não são apenas Zália e Astero que chamam atenção. Ambi e Ônixa formam outro núcleo importante da história. A relação das duas acrescenta novas camadas ao universo e também entrega alguns dos momentos mais emocionais da trama.

A química entre elas funciona especialmente bem porque o relacionamento não é construído de maneira simples. Existem conflitos, diferenças e obstáculos.

Isso faz com que o casal tenha uma dinâmica própria, sem parecer apenas uma história paralela criada para acompanhar os protagonistas.

Para quem gosta de romances secundários capazes de roubar a cena, Ambi e Ônixa são um bônus e tanto!

O slow burn pode dividir opiniões

Apesar dos muitos acertos, Ignis Lacrimosa exige um pouco de paciência. O principal ponto de atenção está no ritmo do romance.

A relação entre Zália e Astero demora para avançar. Para quem gosta de tensão romântica desde as primeiras páginas, essa escolha pode parecer lenta.

Por outro lado, o desenvolvimento gradual combina com a proposta da história. Zália não passa a confiar no inimigo de uma hora para outra. Existe uma história de violência e rivalidade entre os povos. Além disso, ela carrega perdas que interferem diretamente em suas escolhas.

O romance precisa superar tudo isso. Por isso, a demora também ajuda a construir a transformação da relação.

Ignis Lacrimosa também aposta em intensidade

Outro mérito da obra está na maneira como amor, luto, vingança e fantasia convivem na mesma história. O livro não tem medo de colocar seus personagens em situações emocionalmente difíceis.

Zália enfrenta perdas importantes. Astero carrega seus próprios traumas. Os dois precisam lidar com sentimentos que não esperavam desenvolver.

Essa intensidade também aparece nas relações secundárias. A história alterna romance, ação, sofrimento e momentos de alívio. E essa mistura ajuda a explicar por que a obra consegue provocar reações tão fortes!

Ignis Lacrimosa vale a pena?

Sim. Principalmente para quem gosta de romantasia com bastante fantasia e relações intensas. O maior mérito de Ignis Lacrimosa está justamente em não depender de uma única fórmula.

O romance entrega o enemies to lovers e o slow burn. A fantasia apresenta bruxos, alquímicos, necromantes e dragões. A trama ainda reserva espaço para vingança, luto e reviravoltas.

Nem todas as escolhas vão funcionar da mesma maneira para todos os leitores. O ritmo mais lento do romance pode exigir paciência. A quantidade de elementos fantásticos também pede atenção. Ainda assim, o conjunto funciona.

Helena Lopes cria uma história ambiciosa, emocional e cheia de acontecimentos. E, principalmente, mostra que a romantasia nacional pode construir universos próprios e personagens capazes de conquistar espaço na imaginação do público.

Para quem procura uma leitura com amor, magia, dragões e uma boa dose de caos, Ignis Lacrimosa é uma aposta que vale desde a primeira página!

todateen
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra