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Zé Felipe enfrenta fortes dores e médico faz alerta sobre a síndrome

31 out 2026 - 15h07
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Resumo
Após o cantor Zé Felipe relatar fortes dores, a síndrome do piriforme ganhou destaque. A condição ocorre quando o músculo piriforme comprime o nervo ciático, causando dor profunda no glúteo, dormência e queimação que se irradiam para as pernas. O problema é desencadeado por longos períodos sentado, traumas ou esforço físico excessivo. Diferenciada clinicamente da hérnia de disco, a síndrome costuma ser tratada com fisioterapia, repouso, alongamentos e remédios, reservando cirurgias a casos graves.

Dores na região dos glúteos que se espalham pelas pernas podem ter diferentes causas e, em alguns casos, estão relacionadas a um músculo localizado na região profunda do quadril. A condição costuma provocar desconforto ao caminhar, permanecer sentado por muito tempo ou realizar determinados movimentos, interferindo até mesmo nas atividades mais simples do dia a dia.

Zé Felipe
Zé Felipe
Foto: Zé Felipe ( Reprodução/ Instagram) / Gávea News

Foi nesse contexto que a síndrome do piriforme ganhou atenção após ser associada às fortes dores enfrentadas pelo cantor Zé Felipe. O problema acontece quando o músculo piriforme, localizado na região dos glúteos, irrita ou comprime o nervo ciático, provocando sintomas que podem ser bastante incômodos.

O músculo piriforme tem a função de auxiliar nos movimentos de rotação do quadril e na estabilização da articulação. Segundo o ortopedista Isaías Chaves, ouvido pelo portal LeoDias, a síndrome pode surgir quando essa estrutura sofre espasmos, inflamação ou aumento de volume, pressionando o nervo ciático.

Em entrevista, o especialista explicou que a compressão pode provocar uma dor profunda, com sensação de queimação ou choque. Em algumas pessoas, o desconforto ultrapassa a região dos glúteos e se estende pela parte posterior da coxa e da perna.

"Os principais sintomas incluem dor profunda no glúteo, formigamento, dormência e piora ao sentar por longos períodos ou subir escadas. A diferenciação para a hérnia de disco é feita clinicamente porque a síndrome do piriforme tem origem no glúteo e não costuma piorar com tosse, espirro ou esforço para evacuar (situações que agravam a hérnia lombar), além de apresentar um ponto de dor muito localizado e sensível ao toque direto no centro da nádega", disse ele antes de fazer um alerta importante que pode evitar que isso ocorra:

"A condição é frequentemente desencadeada por passar longos períodos sentado (como o hábito de sentar com a carteira no bolso traseiro), pelo uso excessivo em corridas ou ciclismo sem o devido descanso, por alterações biomecânicas e assimetrias musculares, ou por traumas diretos decorrentes de quedas ou pancadas na região glútea", finalizou.

Quais são os sintomas e o que pode provocar a síndrome?

Entre os principais sintomas estão dor localizada nos glúteos, formigamento, dormência e desconforto que pioram ao permanecer sentado por muito tempo, subir escadas ou realizar determinados movimentos.

O problema pode estar relacionado à prática excessiva de atividades físicas, principalmente corridas e ciclismo, sem períodos adequados de recuperação. Longos períodos sentado, alterações musculares, assimetrias e traumas provocados por quedas ou pancadas também podem contribuir para o desenvolvimento da condição.

Como é feito o diagnóstico e qual é o tratamento?

A síndrome do piriforme pode ser confundida com problemas na coluna, especialmente a hérnia de disco, já que ambas podem provocar sintomas semelhantes aos da dor ciática.

De acordo com Isaías Chaves, o diagnóstico depende principalmente da avaliação clínica, considerando o histórico do paciente e testes físicos realizados durante a consulta. Exames de imagem também podem ser solicitados para investigar outras possíveis causas do desconforto.

Na maioria dos casos, o tratamento é conservador e pode envolver fisioterapia, alongamentos específicos, fortalecimento muscular e medicamentos prescritos pelo médico. Quando a dor persiste, infiltrações podem ser consideradas. A cirurgia costuma ficar restrita a situações mais graves e resistentes aos demais tratamentos.

Gávea News
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