Viúvo de Marta Oliveira desabafa após ser acusado de lucrar com a morte da mulher: 'Trabalhando'
Marcus Vinicius respondeu a críticas nas redes sociais, explicou que precisa pagar as contas da família após a perda da influenciadora e detalhou a pressão de manter uma carreira pública durante o luto
O influenciador Marcus Vinicius desabafou após ser acusado de lucrar com a morte da esposa, Marta Oliveira, falecida aos 33 anos após uma cirurgia estética. Ele explicou que segue ativo nas redes sociais por necessidade profissional e financeira para sustentar os três filhos pequenos do casal em meio ao luto. Paralelamente às declarações, o Cremerj abriu uma sindicância sigilosa para apurar as circunstâncias do óbito da influenciadora.
O influenciador Marcus Vinicius, viúvo da também influenciadora Marta Oliveira, que morreu no último dia 18 de agosto aos 33 anos, deixando o marido e três filhos pequenos, usou as redes sociais nesta sexta-feira (28) para rebater uma seguidora que o acusou de "criando conteúdo em cima da morte da mulher".
Apesar de afirmar que respeita a opinião da internauta, o criador de conteúdo explicou que continuar postando nas redes sociais não é uma escolha motivada por autopromoção, mas sim uma necessidade financeira e profissional para sustentar a família:
"Tem uma pessoa que acabou de comentar no vídeo que eu postei e eu acho ok, todo mundo pensa o que quer. Ela comentou assim: 'criando conteúdo em cima da morte da mulher. Isso não é hater, é só minha opinião.' Concordo, toda opinião tem que ser aceita e válida. O mundo é isso. Ela ainda foi até educada, porque tem gente que xinga. Não, eu não estou criando conteúdo em cima, só esclarecendo, eu não estou criando conteúdo em cima da morte da minha esposa. Estou trabalhando".
Marcus lembrou que já construía sua trajetória na internet antes do falecimento da companheira, acumulando cerca de 400 mil seguidores, e destacou o peso de arcar sozinho com as despesas da casa:
"Estou trabalhando, porque se já está difícil, imagina se a minha carreira acaba e eu não tenho dinheiro para cuidar dos três, porque éramos Marta e eu, e essa sempre foi nossa profissão. Eu não virei influenciador por conta da morte dela. Quem me acompanha aqui sabe que eu tinha lá meus 400 mil seguidores. E é isso. Eu preciso pagar as contas, eu preciso seguir a vida, eu preciso pagar a mensalidade da escola deles, eu preciso pagar o plano de saúde deles, e eu não estou criando conteúdo em cima de nada, não. Estou criando conteúdo que sempre foi o que eu criei, que foi do meu dia a dia".
A pressão de trabalhar com a imagem durante o luto
O influenciador relatou que chegou a conversar com seus advogados sobre a situação delicada e ouviu que, independentemente da profissão, qualquer cidadão precisaria retornar aos compromissos laborais após uma perda familiar. No entanto, ele lamentou a dualidade de sua profissão pública:
"Infelizmente, com muita dor no coração, o meu dia a dia é esse. É sofrimento, é choro, eu choro aqui, falo lá e vou lá rir para eles. E é simples assim. Até falei com meus advogados, falei: 'cara, qualquer pessoa... Meus advogados falaram comigo, falaram: 'Marcos, você está em uma situação muito difícil, porque qualquer pessoa comum, uma pessoa que trabalha na indústria, uma pessoa que trabalha em um banco, um advogado, qualquer pessoa já teria que voltar a trabalhar.' E eu não consigo voltar a trabalhar, porque se eu posto uma publi hoje, parece que eu superei. Se eu faço um vídeo rindo para uma marca, parece que eu superei".
Apesar de se sentir destruído internamente e lidar com uma intensa burocracia financeira após a tragédia, Marcus reforçou que precisa cumprir seus contratos:
"Só que as contas não pararam, sabe? As contas não cessaram. Então, assim, é até estranho, mas eu sei que a Marta está melhor do que eu agora, porque assim, não é só a falta que ela deixa não, são as coisas que ficam para ser resolvidas e é uma burocracia extrema, que envolve muito dinheiro, envolve muita coisa. E, infelizmente, eu não estou criando conteúdo com morte, com nada não, eu estou criando conteúdo do meu dia a dia e, cara, eu acho que os meus próximos dias serão sempre assim".
Por fim, o influenciador deixou um recado aos seguidores que optam por não acompanhar este momento de sua jornada: "Fique à vontade em comentar, fique à vontade também em não acompanhar. Eu tive relatos de pessoas que falaram: 'poxa Marcos, eu gosto muito, mas eu não estou assistindo seus stories, porque eu fico triste.' Eu entendo, mas é o que eu posso agora. Aí, vou ter que ir lá".
Investigação sobre a morte de Marta Oliveira
Enquanto o viúvo lida com os ataques na internet, as circunstâncias em torno da morte da influenciadora continuam sob apuração oficial. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância para investigar o caso. Marta faleceu em Volta Redonda (RJ) após ser hospitalizada na sequência de uma cirurgia estética.
Em nota enviada à Quem, a assessoria do Cremerj confirmou a instauração do procedimento: "Esse procedimento corre em sigilo, de acordo com os ritos do Código de Processo Ético-Profissional". A abertura da sindicância tem caráter investigativo e não significa, por si só, a constatação de responsabilidade profissional.
A família da influenciadora é representada por advogados que acompanham o caso de perto. Raphael Naves, advogado da família, destacou a busca por respostas técnicas: "O posicionamento da família permanece inalterado: exigimos respeito ao luto e buscamos respostas baseadas estritamente em evidências e laudos médicos. A instauração da sindicância pelo Cremerj é um trâmite que recebemos com naturalidade. O nosso escritório ingressará formalmente no procedimento para acompanhar a apuração dos fatos com o máximo rigor".
O advogado Carlos Barbosa Ribeiro acrescentou que uma apuração independente também foi iniciada: "Acompanharemos o trâmite no Conselho com atenção e respeito ao sigilo, mas ressalto que o escritório já iniciou uma apuração técnica e totalmente independente. Nosso objetivo é garantir à família respostas precisas, seguras e técnicas sobre as reais circunstâncias do óbito".
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