Quem era a brasileira que morreu afogada após salvar criança de 9 anos?
Brasileira morreu aos 33 anos após ato corajoso em meio ao desespero para salvar criança; ela deixa o marido e dois filhos
A brasileira Priscila Álvares, de 33 anos, morreu afogada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, após resgatar uma menina em um rio. Residente no país há quase cinco anos, a mineira deixou o marido e dois filhos, entre eles um garoto de três anos com autismo severo. Comovida pelo ato de bravura, a comunidade local organizou uma campanha de arrecadação solidária que já ultrapassou 34 mil dólares para arcar com o sepultamento e amparar financeiramente a família.
Uma ato de bravura terminou em tragédia para a família da brasileira Priscila Álvares Pereira dos Santos, de 33 anos. A mineira perdeu a vida na última segunda-feira (24) ao salvar uma criança que se afogava nas águas do rio localizado no parque Amico Island, em Delran, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
De acordo com os relatos da polícia local, a imigrante percebeu o desespero da menina na água e não hesitou em entrar no rio para efetuar o resgate. Com grande esforço, a mulher conseguiu empurrar a criança em direção à margem, permitindo que banhistas a retirassem do local em segurança. Contudo, logo após concluir o salvamento, a brasileira submergiu e não conseguiu retornar à superfície.
O trabalho de buscas se estendeu ao longo de horas e mobilizou equipes de resgate da região. Dessa forma, a localização do corpo ocorreu apenas na terça-feira seguinte, exatamente na data em que a vítima comemoraria seu aniversário.
Vida nos Estados Unidos e apoio ao filho com autismo
Natural de Belo Horizonte, Priscila Álvares Pereira dos Santos residia em solo americano há quase cinco anos. Na rotina no exterior, a mineira trabalhava na área de serviços de limpeza, enquanto seu companheiro atuava na entrega de remessas postais. O casal mantinha a criação de dois filhos, de nove e três anos de idade.
Entretanto, o drama familiar ganhou contornos ainda mais delicados em razão do quadro de saúde do caçula. Por ser autista não verbal, o pequeno exige atenção integral e cuidados contínuos no dia a dia.
Mobilização comunitária e vaquinha solidária
O falecimento repentino da mãe de família deixou o viúvo temporariamente impossibilitado de exercer suas atividades profissionais para conseguir amparar as crianças neste momento de luto e reorganização.
Sendo assim, parentes e amigos organizaram uma campanha de arrecadação virtual para cobrir os custos do sepultamento e garantir o sustento da casa nos próximos meses. A resposta da comunidade foi imediata. Diante disso, a mobilização ultrapassou a marca de US$ 34 mil (cerca de R$ 175 mil na cotação atual), garantindo um alívio financeiro para a reconstrução da rotina familiar.
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